sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Crescimento Espiritual

Fraternidade Jesus Salvador: Crescimento Espiritual

            Abaixo colocamos como nosso Pai-Fundador, Pe Gilberto Maria Defina, sjs, entendia a inspiração primeira da Obra Fraternidade Jesus Salvador e o crescimento espiritual dentro da Obra.
              

Objetivo da Obra  – “Seu objetivo principal primário é o Louvor de Deus, sob todas as suas formas, a litúrgica, em primeiro lugar; e secundário, - como consequência desse louvor -, a santificação pessoal e comunitária, através da consagração ao Espírito Santo, Deus-Amor”[1]

“O Senhor IHWH que adoramos como Deus e Senhor, quer da Antiga quer da Nova Aliança, deve ser tomado, por esta Fraternidade no sentido do IHWH Encarnado, tornado para nós, o Cristo de Deus, IHWH que veio para nos salvar e viver entre nós, - Deus conosco-, na realidade da nossa própria carne, da nossa humanidade; IHWH, Deus e Homem, não já um Senhor IHWH longínquo, mas um IHWH próximo, junto de nós, feito carne igual a nós, exceto o pecado”.[2]

“O Crescimento espiritual:
- (...) o que significam, propriamente, promover o crescimento espiritual e doutrinário de seus membros, conforme já se pode agora dizer, dos irmãos e das irmãs salvistas, ou de servos (as) salvistas.[3]
- Em nossa Santa Igreja, através dos séculos, e desde os seus primórdios, já na Igreja primitiva, os cristãos gozavam da presença entre eles de grandes mestres e mestras da autêntica espiritualidade cristã. Vejam, no princípio, os Apóstolos e Evangelistas, um Pedro e um Paulo, um Mateus e um João, o discípulo amado, um Barnabé, apóstolo, Marcos e Lucas, Timóteo e Tito, Priscila, homens e mulheres de grande projeção e envergadura dos inícios da evangelização. Vejam Inácio, Policarpo, Justino, Clemente ( o 4º papa, a partir de São Pedro). Vejam depois homens e mulheres, estes nomeados mesmo  na Oração Eucarística I, ou seja, no Cânon Romano, já celebrado nas Santas Missas, desde antes do ano 450 da era cristã. Vejam os santos monges e abades (=pais), cujas fundações de suas Ordens ainda hoje trabalham entre nós. Vejam Antão, Bento (=beneditinos) e Agostinho (=agostinianos). Não vamos nomear os grandes patriarcas d Idade Média: seria lista interminável. E em nosso tempo? Pois bem, todos nos legaram vidas e escolas de espiritualidade, muitíssimas e diferentes, mas todas, aprovadas pelos fiéis de todos os tempos e aprovadas pela Santa Igreja, como meios utilíssimos para se caminhar na promoção pessoal e comunitária daqueles e daquelas que querem algo mais em suas vidas, uma vida de pleno amor e serviço a Deus. Porque, pois um outro caminho, se existem tantos à nossa escolha?
- Em cada tempo e em cada época mudam-se, ao menos em parte, as circunstâncias e as necessidades espirituais, características desses momentos históricos. Há menos de trinta anos atrás não existia na Igreja, o que hoje já nos parece tão antigo, um relacionamento espiritual que deixa de ser simples movimento para torna-se uma renovação na pastoral eclesial, dentro da própria corporação eclesial: a Renovação Carismática Católica, ou outro nome que lhe explique essa realidade; espalhada pelo mundo católico pelo poder do Espírito Santo, e isto em tão pouco espaço de tempo. Os Sagrados Corações de Jesus e de Maria, através de fatos e sinais bem conhecidos e constantemente multiplicados, estão com pressa. Querem salvar, para o Pai o maior número de seus filhos, num mundo que se despedaça pelas forças do Maligno. Não precisamos nos deter neste ponto, nem são necessários aqui maiores esclarecimentos;
- O que se precisa dizer é que há necessidade hoje de novos conhecimentos e de outros apetrechos na área da espiritualidade, a fim de se agir e de se orar com maior propriedade no campo de luta que o Senhor ora nos propõe. E muitos deles, de antemão, os carismáticos já o conhecem. É preciso aperfeiçoamento e constância;
- Haverá toda uma caminhada renovada para se alcançar tal fim; haverá toda uma disciplina diferenciada e uma obediência específica; e deverá haver local e espaço para esgrima e afiar de espadas para a luta, revestidos com a couraça do Espírito; e deverá haver também aulas, dias e horários assinalados para muita exercitação do próprio espírito, alma e corpo, como quer o Apóstolo, para prática da mística e da ascese apropriadas para tanto, através de uma vida plena de entrega a Jesus Cristo; cada alma e coração, dentro de suas capacidades e próprias limitações físicas, psíquicas e espirituais, sempre compreensíveis e bem compreendidas;
 - Há, pois, como otimizar sempre essa espiritualidade carismática, por onde se aprende melhores formas de se orar e de se agir e de se utilizar dos carismas concedidos pelo Espírito de Deus, com o mínimo de possíveis enganos, erros e desvios. Para isso, rogue-se fervorosamente, a fim de que mestres e mestras nos sejam escolhidos e indicados pelo Dedo de Deus, de seu Santo Espírito, que é o ‘Digitus paternae dexterae”.[4]




[1] Pe. Gilberto Maria DEFINA. Ordem da Fraternidade Senhor Javé Salvador: Constituições, Regras de Vida e Ordenações de Estudos. São Paulo, 1995, p. 3.
[2] Ibidem, p. 10.
[3] Salvista como atualmente são denominados.
[4] Pe. Gilberto Maria DEFINA. Ordem da Fraternidade Senhor Javé Salvador: Constituições, Regras de Vida e Ordenações de Estudos. São Paulo, 1995, p. 10-12.

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