quarta-feira, 2 de setembro de 2015

FILAUTOS

“Sabe, porém, isto nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis,  pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes...” (2 Tm 3, 1-2)

Filautos (φιλαυτος)

            São Paulo ao escrever a Timóteo, na segunda carta, diz que nos últimos dias os homens terão vários vícios e maldades, e o primeiro, o frontispício dessa séria é ser egoísta, em grego filautos, amar (fileo) a si mesmo (autós). Esse egoísmo, amor exagerado a si mesmo, é uma marca da sociedade atual e os cristãos são marcados por essa mesma característica, muitas vezes fazendo do filautos base do seu próprio caráter.
            Vocacionados somos ao seguimento de Jesus. Por isso, somos chamados sim, a esvaziar-nos a nós mesmos para ir ao encontro da necessidade do outro tendo os mesmo sentimentos de Jesus que obviamente o egoísmo não fazia parte desses sentimentos (cf. Fp 2). Ao seguir Jesus somos chamados a renegar a nós mesmos e carregar a cruz no seguimento do mesmo (cf Mc 8, 34). Esse esvaziamento e sofrimento unidos a Cristo é salvação, não há outro caminho de salvação para o cristão senão esse.
            Porém, o ser humano idolatra o próprio umbigo, como São Paulo criticava os cristãos advindos do judaísmo que se orgulhavam da circuncisão e do cumprimento da lei, e tinham por deus o próprio ventre (cf. Fp 3, 19). E muitos querem ter um Cristianismo vivido nessa perspectiva e querem transformar o filautos em regra de vida de comunidade cristã.
            Por exemplo o sonho (ou pesadelo!) seria assim:
            1. Uma comunidade deve ser construída na visão de alguns em torno dos próprios interesses, de tal modo que minha visão de vida e futuro profissional deve ser assegurada pela comunidade. Por isso, vou procurando e conduzindo minhas decisões em torno desse ideal de vida, do filautos, e trabalharei para que as decisões comunitárias também convirjam para esse meu “santo” filautos.
            2. Deus, os anjos e santos, o clero e os leigos, estão a meu serviço. Minha oração é sempre na primeira pessoa e vou utilizando-os de acordo com minha necessidade criada e insuflada, necessidade falsa que eu crio e a denomino como necessidade, mas nada mais é do que o sustento de uma criança mimada que quer evidência social a qualquer custo. Como uma criança, gritamos “esse brinquedo é meu!” e queremos transformar as pessoas em brinquedos para nossas vidas.
            3. A missão cristã não passa de uma grande Torre de Babel, e em nome de um projeto comum que dizemos ser o Reino de Deus, porém é construído na injustiça, e que tem como único objetivo: “Vinde, edifiquemos para nós uma cidade e uma torre cujo tope chegue até aos céus e tornemos célebre o nosso nome, para que não sejamos espalhados por toda a terra” (Gn 11, 4). O objetivo é maravilhoso uma torre que chegue até o céu, chegar mais perto de Deus! Porém a intenção é clara, que o nosso nome se evidencie, que o nosso nome seja invocado como benfeitores da humanidade, que sejamos como deuses! É o amor exagerado a si mesmos (filautos) chegando ao seu cume. Como muitas bandas ou cantores cristãos que se colocam como evangilizadores porém querem mesmo a evidência plena de uma vaidade eterna e a remuneração financeira e afetiva correspondente (cf. Vergonha para a música católica -  https://www.youtube.com/watch?v=8GyGJktQj1A – E o pronunciamento de Dom Aviz -   http://g1.globo.com/sp/vale-do-paraiba-regiao/noticia/2015/08/cardeal-de-confianca-do-papa-critica-postura-de-padres-cantores-no-brasil.html).
            4. A rainha é sempre a hipocrisia pois tudo é feito sob a aparência do bem, como a grande crítica de Jesus aos hipócritas, podem jejuar, orar ou dar esmolar, enquanto o bem for feito em torno do aparecer, de uma vaidade maldita, do próprio umbigo, será sempre uma obra má, a intenção corrompe o ato, como diz a Moral Católica (cf. Mt 6).

            Por isso, o brado sempre deve ser que a glória e o Louvor de Deus deve prevalecer e assim nos libertar do filautos e o resto deve ser considerado como lixo ou perda (cf. Fp 3, 7 – 8). Um antídoto para isso é rezar sempre:

non nobis Domine non nobis sed nomini tuo da gloriam
Salmo 113, 9 (115, 1).

           

           


segunda-feira, 17 de agosto de 2015

A obediência como Louvor de Deus

“Porém Samuel disse: Tem, porventura, o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios quanto em que se obedeça à sua palavra? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender, melhor do que a gordura de carneiros” (1 Sm 15, 22).

A obediência como Louvor de Deus

            O ser humano busca estar unido a Deus, pois vê em Deus a fonte de sua própria vida. Por isso, os sacrifícios foram usados em todos os povos como um meio para se unir a Deus para ter vida e vida em abundância (cf. Jo 10, 10).
            Porém, diante da desobediência de Saul, aquele que foi escolhido para estar a frente do povo, o profeta Samuel proclama que mais do que holocaustos e sacrifícios, o que Deus quer é a obediência.
            Na Bíblia Hebraica, a palavra para obediência é o verbo Shamá, que é literalmente ouvir. Obedecer é um ouvir ativo, isto é ouvir a Deus com a intenção plena de cumprir na própria vida a sua vontade. Não um ouvir qualquer, que a pessoa finge ouvir e quer manipular a Deus pelos sacrifícios. Como diz o profeta Isaías: “O Senhor disse: Visto que este povo se aproxima de mim e com a sua boca e com os seus lábios me honra, mas o seu coração está longe de mim, e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, que maquinalmente aprendeu” (Is 29, 13). Portanto, não adianta um louvor a Deus, cânticos maravilhosos e harmoniosos, que brotam de coração que não querem amar nem a Deus e nem ao próximo.
            A obediência tornar-se um verdadeiro “Louvor de Deus” no seguinte itinerário:
1. Ouço a Palavra de Deus no Espírito Santo com a disposição plena de praticar essa palavra;
2. Aceito a mediação que o Senhor utiliza para fazer essa Palavra chegar aos meus ouvidos, isto é, os Superiores e autoridades da minha vida, que apesar das próprias fragilidades esses homens e mulheres são instrumentos da Palavra de Deus;
3. Permito que essa Palavra modifique minha maneira de decidir, unindo a minha própria vontade à vontade de Deus;
4. Transformo em ações as decisões que brotam desse ouvir a Palavra de Deus.
5. Essas ações tornam-se então verdadeiramente um “Louvor de Deus”.
            Duas dimensões doentias da obediência e que não são louvor de Deus:
1. O eterno adolescente rebelde, não aceita qualquer tipo de autoridade e rebela-se sempre a qualquer tipo de exortação, permanecendo assim numa imaturidade plena, e por isso suas ações brotam de uma falsa autonomia orgulhosa e portanto tais ações não louvam a Deus, mas são expressões do orgulho humano;
2. A vaca de presépio, isto é, pessoa que concorda com tudo que os outros dizem, numa obediência infantil, confundindo a pessoa que ordena com o próprio Deus numa atitude idolátrica. Obedece o superior mesmo que ele mande contra a Palavra de Deus. Esse tipo de obediência infantilizante faz brotar ações que não louvam a Deus mas é uma forma conveniente de viver e sobreviver. Com esse tipo de obediência muitos oficiais nazistas justificaram que mataram e assassinaram porque estavam obedecendo seus superiores.
            Por isso, queremos pedir a Deus de obedecer para o “Louvor de Deus” e não para nós mesmos, como Jesus o fez: “a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz” (Fp 2, 8).


             


sábado, 11 de janeiro de 2014

“Louvor de Deus: Esse Carisma é atual?”

“Louvor de Deus: Esse Carisma é atual?”

“Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao teu nome a glória, por amor da tua misericórdia e da tua fidelidade” (Sl 115, 1).


            O carisma do “Louvor de Deus” como todo Carisma, brota do Verbo Encarnado, de Jesus Cristo, como a “pobreza” é de todo cristão, mas é evidenciada como princípio da Espiritualidade Franciscana, assim também o Louvor de Deus brota de Nosso Senhor, é de toda a Igreja, mas é assumido de forma especial como princípio da Espiritualidade Salvista.
            O que se coloca muitas vezes é que o Louvor de Deus é tudo, se o carisma é tudo então não é nada, porque não tem a especificidade de nos levar a Deus, porque somos humanos e precisamos de canais para chegarmos até Deus.
            Além de tudo o que já foi escrito, o centro do carisma é, com o perdão da palavra, o mecanismo da graça. O salvista deve ser o especialista em estudar, proclamar e viver o processo da graça, utilizando-se dos carismas, da celebração com esplendor da Liturgia, das devoções, do acolhimento, de tudo o mais que o Espírito Santo inspira para propiciar o encontro com Deus. Como traz o Catecismo da Igreja Católica:
2003. A graça é, antes de tudo e principalmente, o dom do Espírito que nos justifica e nos santifica. Mas também compreende os dons que o Espírito nos dá, para nos associar à sua obra, para nos tornar capazes de colaborar na salvação dos outros e no crescimento do corpo Místico de Cristo, que é a Igreja. São as graças sacramentais, dons próprios dos diferentes sacramentos. São, além disso, as graças especiais, também chamadas «carismas», segundo o termo grego empregado por São Paulo e que significa favor, dom gratuito, benefício (59). Qualquer que seja o seu caráter, por vezes extraordinário, como o dom dos milagres ou das línguas, os carismas estão ordenados para a graça santificante e têm por finalidade o bem comum da Igreja. Estão ao serviço da caridade que edifica a Igreja (60).

            Mas porque Deus suscitaria hoje esse Carisma? Já que a graça de Deus sempre foi e sempre será vivida pela humanidade, para que um Carisma que enfatize o processo da graça, principalmente no seu relacionamento com a liberdade humana?
            Hoje, e é um processo que não tem volta, vivemos numa sociedade globalizada, na qual o acesso à informação é pleno e os meios para que o ser humano possa viver são infinitamente superiores do que a um século atrás. Já no século XIX, como processo da Revolução Industrial, Iluminismo e Positivismo, o ser humano se achava um demiurgo, um ser que tinha em suas mãos o poder de dar a vida, como é bem traçado no romance “Frankstein” de Mary Shelley. O ser humano se sente deus. Um super homem como também foi descrito por Friedrich Nietzsche.
            Tudo isso trouxe como conseqüência duas guerras mundiais e um imperialismo sanguinário, que caracterizou o século XX. Depois desse banho de totalitarismo, o ser humano que surgiu no pós guerra é um ser humano, egocêntrico, relativista que não quer mais saber de verdades absolutas, mas que cada um tem sua própria verdade, portanto relativiza valores, gêneros, leis, ordem, amor etc. Um ser humano egocêntrico e egoísta, que valoriza a imagem, até a mais profunda auto-idolatria. No dizer de Bauman, uma modernidade líquida onde tudo é volátil, como a internet, principalmente o Facebook, ostentam, tudo é aparência e cada um vale na medida em que é desejado por outras pessoas.
            A morte é tratada de modo indiferente, vida eterna é apenas o “andar de cima”, numa perspectiva relativista, o que eu penso é o que vai acontecer após a morte, não existe mais verdades como “vida eterna, juízo, inferno, purgatório etc”. E nada disso deve ser tratado ou pensado.
            Por tudo isso, diante de um ser humano que como a Besta, no livro do Apocalipse, se proclama “quem é como a Besta?”, cada ser humano quer dizer: “Quem é semelhante a mim? Quem é como eu?” Numa auto-afirmação infantil de si mesmo.
            O carisma do Louvor de Deus, quer trazer na palavra e na prática essa necessidade da graça de Deus, inclusive dentro da Santa Igreja, onde muitas vezes se despreza a graça como valor, mas num neo-pelagianismo, ela é vista somente como um acréscimo àquilo que o ser humano é.
            Alguns traços do carisma que podem ajudar na evangelização de um mundo orgulhoso e egoísta:

Característica
Diakonia do Carisma Salvista
Graça
Proclamar hoje que o ser humano é dependente de Deus e sua vida somente tem sentido se louva ao Senhor. “Porque sem mim nada podeis fazer” (Jo 15, 5b)
Carismas
Ver a atuação dos carismas como auxiliares no processo da graça santificante, e combater toda arrogância de achar que o ser humano pode sozinho salvar-se. Carismas como cura, milagres, assistência aos doentes, palavras de ciência e sabedoria, discernimento, e muitos outros que sempre estão a serviço da evangelização e não espetáculo para ninguém.
Dons
O ser humano quer sempre aparecer para ser erroneamente amado. O que faz o ser humano feliz é servir, e os dons naturais que cada um recebe do Senhor é para servir. O salvista deve ajudar a si próprio e cada ser humano a descobrir os próprios dons para servir, pois eles são graça de Deus atuando em nós.
Esplendor litúrgico
A Liturgia é celebração do Mistério Pascal. O salvista deve buscar sempre otimizar a Liturgia, buscar sempre celebrar melhor, no cumprimento das rubricas e na comunhão com a Igreja, para ajudar o ser humano a mergulhar na graça de Deus. O salvista, como São João Batista, deve ansiar por ser diminuído por Deus para que somente Deus apareça (cf. Jo 3, 30),
Transparência
O salvista deve ser transparente evitando e trabalhando contra todo tipo de hipocrisia. O mundo nos faz ter máscaras, mas o salvista deve ser autêntico, e viver a própria verdade, como a certeza do salmo 138, Deus nos vê sempre e não importa onde. Esse processo deve ser vivido com relação ao próximo.
Todo e qualquer serviço
Muitas pessoas, quando nosso Pai Fundador, Pe Gilberto, dizia que o salvista pode atuar em qualquer tipo de trabalho, erroneamente diziam que  “então tudo é Louvor de Deus”. O que o Fundador dizia é que o carisma, como proclamação da vida e do processo da graça, pode ser vivido em qualquer estado. Então, se a pessoa é um médico, ele vivendo e proclamando o processo da graça de Deus, que seus atos louvem a Deus, e ele está consciente disso, ele é um salvista.
Sacerdote ministerial salvista
O padre salvista vive o carisma na medida em que ele:
- potencializa a Liturgia através do Esplendor Litúrgico;
- utiliza-se de dons e carismas para levar as pessoas ao encontro com Deus;
- não se auto-idolatra e nem quer idolatrar ninguém, mas aponta sempre para Deus;
- vive a transparência na perspectiva da vida eterna;
- Obediência aos superiores, em primeiro lugar o Papa, isto é, sempre buscar ouvir a voz de Deus naqueles que estão à frente;
- Comunhão com a Igreja, “sentire cum Ecclesia”.
Devoções
O nosso Pai Fundador amava as devoções e catolicamente compreendidas elas nos levam a Deus, pois dispõe a liberdade humana a abrir-se para Deus. (Cf. Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos. “Diretório sobre piedade popular e Liturgia”). Também a dimensão da vivência da comunhão dos santos, tais como novenas, tríduos, consagração a Nossa Senhora etc.
Consagração
Se o Louvor de Deus, é oferecer nossos corpos como culto agradável a Deus (cf. Rm 12, 1), então tudo que ajuda a consciência de consagrados deve ser valorizado e conservado, como insígnias, hábito, portar-se na vida de modo cristão, urbanidade, cordialidade, mas sem hipocrisia.
Sacramentais
Na linha do esplendor litúrgico, o salvista valoriza os sacramentais como meios privilegiados para levar as pessoas aos sacramentos e dispô-las a eles, tais como bênçãos de lugares, pessoas e alimentos, exorcismos, etc. Porém, sem qualquer resquício de mágica.



            Muitas outras dimensões poderiam ser tratadas, porém muito ainda deve ser aprofundado sobre o Carisma, pois é uma Palavra de Deus para nós hoje. Que Deus nos dê a graça desse aprofundamento, no estudo e na vida, para que cada vocação salvista seja fortalecida na graça de Deus.   

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

ORAÇÃO PELO III CAPÍTULO GERAL SALVISTA 

“Naquela hora, exultou Jesus no Espírito Santo e exclamou: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e instruídos e as revelaste aos pequeninos. Sim, ó Pai, porque assim foi do teu agrado”. (Lc 10, 21)



Ó Deus, que chamastes a Fraternidade Jesus Salvador a viver o Louvor de Deus em íntima concórdia no meio do Teu povo, escutai nossas súplicas e derramai o espírito de inteligência, de verdade e de paz, a fim de que ela possa conhecer de todo o coração o que vos agrada e na unanimidade seja praticado. Senhor faça com que a Fraternidade seja fortalecida e renovada na vocação religiosa e nela possa crescer sempre mais, para que assim haja salvistas convocados a viver pelas Santas Constituições o "LOUVOR DE DEUS", sob todas as formas, a litúrgica em primeiro lugar e, como consequência desse Louvor, a santificação pessoal e comunitária, no exercício de dons e carismas a serviço da evangelização. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, na unidade do Espírito Santo. Amém.

Nossa Senhora de Pentecostes, rogai por nós!
São José, nosso pai e protetor, rogai por nós!
São Miguel Arcanjo, nosso príncipe e defensor, rogai por nós!





terça-feira, 15 de outubro de 2013

REZEMOS PELA FRATERNIDADE JESUS SALVADOR ÀS TERÇAS-FEIRAS


REZEMOS PELA FRATERNIDADE JESUS SALVADOR ÀS TERÇAS-FEIRAS 

DEUS DE AMOR, VÓS QUEREIS A SALVAÇÃO DE TODOS OS SERES HUMANOS. POR ISSO, NÓS VOS PEDIMOS PELA FRATERNIDADE JESUS SALVADOR, PARA QUE ELA SEJA SEMPRE VOSSA LUZ NESTE MUNDO. NA VOSSA PROVIDÊNCIA, ABENÇOAI A FRATERNIDADE EM TODAS AS SUAS NECESSIDADES, LIVRANDO-A DE TODOS OS MALES E CONCEDEI-LHE  A FIDELIDADE ÀS INSPIRAÇÕES QUE VÓS MESMO COLOCASTES NO CORAÇÃO DE NOSSO PAI FUNDADOR E VOSSO SERVO, PE. GILBERTO MARIA DEFINA. TUDO ISSO NÓS VOS PEDIMOS, POR MEIO DE VOSSO FILHO JESUS CRISTO, QUE CONVOSCO VIVE E REINA NA UNIDADE DO ESPÍRITO SANTO. AMÉM.

 Oração pelas vocações salvistas
Pai Santo, contemplamos os campos prontos para a colheita, por isso obedientes à Palavra do vosso Filho, nós vos suplicamos, concedei à Fraternidade numerosas e santas vocações. Suscitai Senhor, servos e servas de Jesus Salvador, leigos, leigas, religiosos, religiosas e sacerdotes ministeriais, para viver o Louvor de Deus em suas vidas, capazes de pregar o Evangelho e celebrar com esplendor o Mistério Pascal na graça da Efusão do vosso Espírito, e assim trabalhar eficazmente pela santidade de cada pessoa humana para edificar a Igreja. Amém.

V. Nossa Senhora de Pentecostes!
R. Rogai por nós
V. São José, nosso Pai e Protetor
R. Rogai por nós!




segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Espiritualidade Salvista

Fraternidade Jesus Salvador: Espiritualidade Salvista

            Abaixo colocamos como nosso Pai-Fundador, Pe Gilberto Maria Defina, sjs, pensava sobre a Espiritualidade Salvista, através de um Diretório de Espiritualidade.

Objetivo da Obra – “Seu objetivo principal primário é o Louvor de Deus, sob todas as suas formas, a litúrgica, em primeiro lugar; e secundário, - como consequência desse louvor -, a santificação pessoal e comunitária, através da consagração ao Espírito Santo, Deus-Amor”.[1]

“Neste Diretório de Espiritualidade poderá observar-se que boa parte dele se dirige especificamente ao ministério ordenado, ou seja, para um Seminário Maior e Propedêutico em que predominem os vocacionados ao sacerdócio ministerial, quer dizer, para a formação do Padre. Isto acontece porque em geral os Seminário são dirigidos mais para esta finalidade. Entretanto, a Fraternidade optou, firmemente, que seminaristas diferentes se misturem neste Seminário Maior, de certa forma, indiferentemente quanto à formação de vida e de estudos. Portanto, pedimos a todos os alunos, quer os que se dirigem para os ministério ordenados, quer para outros ministérios, que observem tudo quanto para cada um diz respeito nestas páginas. Excluído o que se refere apenas diretamente para formação do sacerdote, tudo o mais compete aos demais ministérios, indistintamente. O mesmo se afirma a respeito de outros Diretórios e Diretrizes mais adiante explicados, de todos merecendo o mesmo acatamento que este, de Espiritualidade. Este Diretório de Espiritualidade, sem dúvida, deve ser colocado em primeiro lugar. (...)

A Formação do Ministro Sacramental e do Ministro Extraordinário Laical

- Os vários atos a praticar para uma excelente formação:

1. A missão para a qual o futuro ministro ordenado, sacramental, se prepara, resume-se com perfeição nas seguinte palavras da Carta aos Hebreus 5,1-4: ‘Todo sacerdote (pontífice) é escolhido entre os homens e constituído a favor dos homens como mediador nas coisas que dizem respeito a Deus’... ‘Ninguém se aproprie desta honra, senão somente aquele que é chamado por Deus, como Aarão’ (Hb 5, 1-4).

2. A amplificação prática desta missão encontra-se concretamente no tríplice serviço do ministério sacerdotal: como serviços da Palavra, do Sacramento, da Pastoral – Caridade na Comunhão Eclesial. Estes são elementos importantes do sacerdócio que o futuro ministro deve cultivar gradativamente segundo os diversos passos de sua formação e introdução nas Ordens Sacras, do Diaconato e do Presbiterato. Tríplice missão: sacerdotal, profética e real do Cristo. O ministério ordenado difere essencialmente de outros ministérios (Diretório para o Ministério e a Vida do Presbítero) (Vd. Congregação para o Clero, 1994).

3. Antes de fazer-se pregador e evangelizador do Mistério de Cristo, o futuro ministro deve viver este Mistério. Por isso deve penetrar na realidade profunda do Cristo no seu sacrifício redentor da cruz. Isto vale plenamente para os demais ministério laicais.

4. A realidade desta vida de oração exprime-se pelos atos litúrgicos, primariamente, de maneira concreta. Por isso, a oração, e sobretudo a oração litúrgica, supõe disposições interiores conformes às disposições exteriores, sob pena de se tornar totalmente inoperante. Mais ainda: o diálogo íntimo com Deus na oração particular toma seu pleno sentido porque complementária à oração litúrgica, na qual a comunidade eclesial assume e, de certa maneira, transforma a oração individual.

5. Por isso é preciso também um contínuo renovar-se no Espírito para sempre manter a chama bem viva e fecunda. Excelente ocasião para revisão deste esforço de conversão e renovação contínua se encontra no retiro realizado no devido espírito de recolhimento. Conversações paralelas e sobrepostas, dentro do retiro, significa exatamente o contrário: tais indivíduos não estão nada interessados em recolhimento e renovação de suas vidas. Por outra, pode perder-se por tibieza e incúria, a graça do batismo no Espírito Santo, se não se continuar a pedi-la e recebê-la, constantemente.
            Nesta perspectiva, toda a vida litúrgica do Seminário deve ser vivida de tal maneira que seja para cada um, não uma carga imposta, mas a expressão concreta da vocação ministerial. Isto vale perfeitamente para os ministérios não-ordenados.

6. O aluno que se prepara mais imediatamente para o ministério sacerdotal deve cada vez mais aprender a configurar-se a Cristo Sumo Sacerdote. Ele deve de tal modo viver o Mistério do Cristo, que saiba, uma vez ordenado no sagrado ministério, neste iniciar o povo que a Igreja lhe confia.

7. Na leitura e na oração meditativa e contemplativa diária da Palavra de Deus, ele encontra a ciência eminente de Jesus Cristo. Na comunicação íntima da Sagrada Liturgi que é o exercício, por meio da Igreja, do próprio Sacerdócio de Cristo, sobretudo do Sacrifício Eucarístico, fonte riquíssima de inesgotável alimento da vida cristã, esta deve ser para o aluno o ápice e centro de toda a sua formação. Comece a exercer, como antecipação, o que será o sol irradiante de seu sagrado múnus ministerial. É neste ministério que, agindo ‘na pessoa de Cristo’ e proclamando seu Mistério unirá os votos dos fiéis ao sacrifício de sua Cabeça. Até a volta do Senhor, tornará presente e aplicará no Sacrifício da Eucaristia o único sacrifício do Novo Testamento. Isto se prolonga nas visitas freqüentes ao Santíssimo Sacramento em seu Sacrário. Isto é a Igreja em oração!

8. Orientado e auxiliado pelo seu Diretor Espiritual, conselheiro indispensável na formação do ‘homem interior’, e por outros que tem a sua confiança, o aluno toma pleno conhecimento da realidade concreta da tarefa árdua que pretende assumir. Os orientadores não dissimulem nenhum aspecto da vida do futuro ministro, mas jamais apresentando a vida sacerdotal sob a perspectiva negativista, e sim, a mais sublime e consoladora forma de uma vida a serviço do amor cristão.

9. Neste contexto, reconhecendo o valor e dignidade do sagrado matrimônio cristão, que o Apóstolo compara à união entre Cristo e sua Igreja, compenetre-se do verdadeiro valor evangélico de sua vocação ao celibato sacerdotal, de tal modo que possa, depois de uma opção maduramente deliberada, dar-se com magnanimidade ao serviço do Senhor, ‘propter regnum Dei’.

10. Um só é nosso Mediador junto ao Pai, segundo as palavras do Apóstolo. ‘Porque um é Deus, um também o Mediador entre Deus e os homens: o Homem Cristo Jesus, que se entregou para redenção de todos’.
Mas esta mediação, este encontro de Deus com os homens só foi possível e só se realizou porque Nossa Senhora, a Mãe de Deus e nossa Mãe, a Virgem Maria, num ato singular de obediência, de fé, de esperança e de ardente caridade se tornou para nós Mãe na ordem da graça.
            Pelo que, o futuro apóstolo exercite-se em sólida devoção à excelsa Mãe de Deus; aceite, como Ela, a vontade salvífica e atuante de Deus; siga-lhe os exemplos, principalmente os de humildade e obediência; celebre-a com formas concretas de autêntica piedade.

11. Atenda o formando a todas as coisas acima expostas; leia-as com freqüência e nelas medite; cumpra este Diretório de Espiritualidade como cartilha de Deus para o seu sacerdócio, e terá a vida eterna como promessa divina. Diz o apóstolo: ‘Atende a esta coisas, ocupa-te com todo o empenho nelas, a fim de que seja maniafesto a todos o teu progresso. Cuida de ti mesmo e do teu ensino, e insiste nestas coisas, porque fazendo isto, salvar-te-ás a ti mesmo, juntamente com aos que te ouvem’ (1 Tm 4,15-16)”.[2]

  







[1] Pe. Gilberto Maria DEFINA. Ordem da Fraternidade Senhor Javé Salvador: Constituições, Regras de Vida e Ordenações de Estudos. São Paulo, 1995, p. 3.
[2] Pe. Gilberto Maria DEFINA. Ordem da Fraternidade Senhor Javé Salvador: Constituições, Regras de Vida e Ordenações de Estudos. São Paulo, 1995, p. 101-104.

Vocação salvista

Fraternidade Jesus Salvador: Vocação salvista

            Abaixo colocamos como nosso Pai-Fundador, Pe Gilberto Maria Defina, sjs, pensava sobre vocação.

Objetivo da Obra – “Seu objetivo principal primário é o Louvor de Deus, sob todas as suas formas, a litúrgica, em primeiro lugar; e secundário, - como consequência desse louvor -, a santificação pessoal e comunitária, através da consagração ao Espírito Santo, Deus-Amor”.[1]

“- A Vocação é chamado e convite de Deus. E a vocação aos diversos ministério da Igreja, aos ordenados e aos demais outros, é chamado e convite pessoal, para poucas pessoas da terá; é individual: Ele nos chama pelo nome e sobrenome de cada um de nós; para servir pessoalmente a Ele, o Senhor e à sua Igreja; ao mesmo tempo, Ele espera, por este chamado e convite, uma resposta pessoal, individual. Entretanto, se é verdade que a vocação parte sempre, por primeiro, da iniciativa de Deus, contudo o Senhor a entrega e delega aos cuidados de sua Igreja, costumeiramente, o Seu vocacionado, a Sua vocacionada. É grave, muito grave, esta obrigação da Igreja, de acompanhar, passo a apasso, o crescimento e amadurecimento de tais vocações para o seu serviço, em vista de lhes dar autenticidade, como futuros ministros, diante da comunidade cristã católica. Esta vocações são, para cada um, um selo de Deus, que precisa ser rubricado pela autoridade hierárquica de Sal Igreja neste mundo, e a esta rubrica nada mais pode aposto.

- a resposta do (a) postulante a esses encargos sagrados deve ser tal que, para ser verdadeira e autêntica, deverá se apresentar totalmente despojada de quaisquer desejos de interesses de bens pessoais, por mais nobres que sejam, de quaisquer dignidades, a não ser a dignidade de servir a Cristo Jesus e ao Povo de Deus. Deverá ser motivado apenas pelo único desejo de dar continuidade à obra salvífica do próprio Cristo, que veio para servir e não ser servido, a fim de ‘tudo restaurar em cristo’, ‘omnia instaurari in Christo’, e tudo recapitular no Cristo. Aquele que é sempre o mesmo, ‘ontem, hoje, e por toda eternidade’ (Hb 13, 8)”.[2]





[1] Pe. Gilberto Maria DEFINA. Ordem da Fraternidade Senhor Javé Salvador: Constituições, Regras de Vida e Ordenações de Estudos. São Paulo, 1995, p. 3.
[2] Idem, p. 99-100.

A LIBERDADE E LOUVOR DE DEUS COMO FIM ÚLTIMO DO HOMEM

    INSTITUTO SUPERIOR DE FILOSOFIA E TEOLOGIA SÃO BOAVENTURA     DANIEL RIBEIRO DE ARAÚJO                   ...