segunda-feira, 7 de maio de 2012

PROJETO: LAUS DEI


PROJETO: LAUS DEI
UM ESQUEMA PARA PENSAR O CARISMA DA FRATERNIDADE JESUS SALVADOR


Neste blog se pensou vários temas sobre o Carisma “O Louvor de Deus” da Fraternidade Jesus Salvador, se pensa agora como se alinhavar temas de modo que um dia salvistas possam estudar sistematicamente o Carisma do Louvor de Deus:

1. Fraternidade Jesus Salvador
1.1 Renovação Carismática Católica
            - Primórdios
            - Beata Helena Guerra
            - Concílio Vaticano II
            - Experiência da Universidade de Duquesne – Pittsburg – USA
            - Renovação Carismática Católica
            - RCC no Brasil
1.2 Pe Gilberto Maria Defina, sjs.
            - o Fundador
            - Biografia
            - participação na RCC e Batismo no Espírito Santo
1.3 Fundação da Fraternidade Jesus Salvador
            - Carisma de fundador;
- fundação dos Institutos masculino e feminino – 17 de setembro de 1994
            - História dos Institutos
           
2. Louvor de Deus

2.1 – Visão sistemática
- A Santíssima Trindade;
- Espírito Santo na Criação;
- Jesus o Ungido do Pai;
- O Dom do Ressuscitado;
- Pentecostes e a Igreja que se manifesta ao mundo;
- Graça Habitual e graças atuais;
- Dons e Carismas;
- Espírito Santo e Vida Consagrada

2.2 – Visão Pastoral
2.2.1 – Dimensão da Palavra
- Objetivo: Pregar com unção do Espírito Santo para preparar um povo bem disposto ao Louvor de Deus, anunciando o Reino de Deus.
- Instrumentais: Lectio Divina, Pregação, Homilia, Catequese etc.
2.2.2 – Dimensão da Liturgia
- Esplendor Litúrgico na graça da Efusão do Espírito Santo;
- Contemplativos na ação;
- Instrumentais: Conhecimento da Liturgia teórico e prático, preparação para a Ars Celebrandi; utilização máxima das rubricas, uso de dons e carismas; adoração e intercessão, etc.
2.2.3 – Dimensão do Serviço da Caridade
- Santificação Pessoal e Comunitária;
- “Laus Dei Cáritas est”.
- Missioneiradade do Louvor de Deus como transbordamento das duas dimensões anteriores.

2.3 – Na perspectiva da Vida Religiosa
- História da Consagração Religiosa na perspectiva da perfecção do sacerdócio batismal;
- Carismas das diversas formas de vida religiosa e o Louvor de Deus em relação a eles;
- Fundação e perspectivas do Fundador: Carisma de Fundação;
- Louvor de Deus, um carisma para o nosso tempo? Por quê?
- Louvor de Deus: União do antigo e do novo na Igreja atual.
- Características da consagração religiosa salvista.
- “Sal da terra e luz do mundo”: A consagração Leiga como participação na vida religiosa: Ordem Terceira e Juventude Salvista.

3. Missioneireidade do Carisma do “Louvor de Deus”
- Servos da Obra da Salvação: o salvista missionário;
- Missão como essencial ao Louvor de Deus;
- Características da missioneireidade salvista;
- Características do missionário salvista;
- “Onde estiver a Igreja, lá estará um Salvista e onde ainda não estiver, nós a levaremos lá”.

Louvor de Deus e Missionariedade


"Santidade e missionariedade da Igreja são duas faces da mesma medalha", pois "só na medida em que é santa, isto é, cheia do amor divino, é que a Igreja pode cumprir a sua missão" (Papa Bento XVI)

Louvor de Deus e Missionariedade

            Segundo o Concílio Vaticano II o objetivo da missão é a evangelização (cf. Decreto Ad Gentes, 6), pois, como o Filho foi enviado pelo Pai para anunciar e efetivar a salvação, a Igreja no Espírito Santo é enviada a anunciar o Evangelho, é essencial à Igreja evangelizar, pois advém do desejo de Deus de que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade (cf. I Tm 2, 4).
            Quando Pe Gilberto, nosso Pai e Fundador, trouxe à vida a Fraternidade Jesus Salvador, com o carisma do Louvor de Deus, prenhe de uma espiritualidade advinda da Renovação Carismática Católica, há uma ansiedade verdadeiramente missionária, como nos traz São Paulo: “Ai de mim se não anunciar o Evangelho” (I Cor 9, 16). Quem realmente fez uma experiência do Espírito Santo, não consegue ver uma realidade de morte e de perdição e ficar inerte, é impelido pelo mesmo Espírito à evangelizar, o Espírito nos impulsiona a construir Igreja, tornando-a um Corpo (cf I Cor 12).
            Nessa medida, quem vive realmente o carisma do Louvor de Deus, quer que cada ser humano, alma e corpo unos, louve a Deus, por isso está totalmente ligado o carisma com a missionariedade. E como diz a frase do Papa Bento acima, a santidade está totalmente unida à missionariedade de Igreja, e repare como o Papa relaciona, ser santo é viver a plenitude do amor de Deus, assim cumpriríamos o mandado missionário de Cristo.

Pai › Filho › Espírito Santo  › Igreja › amor pleno de Deus / santidade › Missionário › evangelizar › Louvor de Deus.

            E no nosso carisma é viver uma verdadeira santidade, que é amor em plenitude, que torna cada ato um louvor.
            Por isso, ao ouvir Jesus, queremos também pensar o que não é ser missionário no Louvor de Deus, tudo o que brota de um egoísmo hipócrita, vai contra a missionariedade do Louvor de Deus:
O misssionário que tem qualquer outra intenção ao evangelizar, que não seja levar a pessoa ao amor de Deus não é um missionário no Louvor de Deus, por exemplo, sendo mercenário, isto é, evangelizar mirado não no bem das ovelhas como um bom pastor, mas mira no dinheiro, em bens ou em relevância social, é mercenário e não pastor porque visa pagamento (cf. Jo 10, 12). O pensamento de São Paulo deve nos guiar, na medida em que ele, diz que não busca os bens, mas as pessoas mesmas: “Então em que consiste a minha recompensa? Em que, na pregação do Evangelho, o anuncio gratuitamente, sem usar do direito que esta pregação me confere. Embora livre de sujeição de qualquer pessoa, eu me fiz servo de todos para ganhar o maior número possível” (1 Cor 9, 18-19).
Aquele que se diz missionário não pode agir por si, mas pregar o que a Igreja Católica diz, pois de outro modo corre o risco de pregar a si mesmo e não aquilo que é vontade do Cristo.
Missionário é aquele que sai de si, e pela vida proclama a Cristo, dizendo como Paulo, “não sou eu quem vivo, é Cristo que vive em mim” (Gl 2, 20), por isso qualquer pessoa que busca aparecer, somente o show, o se mostrar, o evidenciar a própria pessoa, o clericarismo, o poder em si, jamais pode ser chamado missionário, já recebeu sua recompensa na medida que o desejo de tal pessoa não é levar os outros a Deus, mas evidenciar-se (cf. Mt 6).
            Enfim, que o mais importante seja não somente fazer missão aqui ou ali, mas ser missão, ser o rosto de Cristo para aqueles que estão longe de Deus, e que o louvor brote onde quer que estejamos de tal modo que aquilo que rezamos na liturgia das horas, neste segunda-feira da 5ª semana, nas Laudes se efetive naqueles que amam o carisma do “Louvor de Deus”:  “Vós, que fizestes passar todo o gênero humano da escravidão do pecado para a gloriosa liberdade de filhos de Deus, concedei a vida eterna a todos os que encontrarmos neste dia”. 
           



terça-feira, 1 de maio de 2012

O Louvor de Deus no dizer de Santo Agostinho


O Louvor de Deus no dizer de Santo Agostinho

Segunda Leitura do Ofício das Leituras do Sábado da 5ª Semana da Páscoa

Dos Comentários sobre os salmos, de Santo Agostinho, bispo
(Ps 148,1-2:CCL 40,2165-2166)
(Séc.V)

O aleluia pascal
Toda a nossa vida presente deve transcorrer no louvor de Deus, porque louvar a Deus será também a alegria eterna de nossa vida futura. Ora, ninguém pode tornar-se apto para a vida futura se, desde já, não se prepara para ela. Agora louvamos a Deus, mas também rogamos a Deus. Nosso louvor está cheio de alegrias, e nossa oração, de gemidos. Foi-nos prometido algo que ainda não possuímos; porém, por ser feliz quem o prometeu, alegramo-nos na esperança; mas, como ainda não estamos na posse da promessa, gememos de ansiedade. É bom perseverarmos no desejo, até que a promessa se realize; então acabará o gemido e permanecerá somente o louvor. Assim podemos considerar duas fases da nossa existência: a primeira, que acontece agora em meio às tentações e dificuldades da vida presente; e a segunda, que virá depois na segurança e alegria eterna. Por isso, foram instituídas para nós duas celebrações: a do tempo antes da Páscoa e a do tempo depois da Páscoa. O tempo antes da Páscoa representa as tribulações que passamos nesta vida. O que celebramos agora, depois da Páscoa, significa a felicidade que alcançamos na vida futura. Portanto, antes da Páscoa celebramos o que estamos vivendo; depois da Páscoa celebramos e significamos o que ainda não possuímos. Eis porque passamos o primeiro tempo em jejuns e orações; no segundo, porém, que estamos celebrando, deixando os jejuns, nos dedicamos ao louvor de Deus. É este o significado do Aleluia que cantamos. Em Cristo, nossa cabeça, ambos os tempos foram figurados e manifestados. A paixão do Senhor mostra-nos as dificuldades da vida presente, em que é preciso trabalhar, sofrer e por fim morrer. A ressurreição e glorificação do Senhor nos revelam a vida que um dia nos será dada. Agora, pois, irmãos, vos exortamos a louvar a Deus. É isto o que todos nós exprimimos mutuamente quando cantamos: Aleluia. Louvai o Senhor, dizemos nós uns aos outros. E assim todos põem em prática aquilo que se exortam mutuamente. Mas louvai-o com todas as vossas forças, isto é, louvai a Deus não só com a língua e a voz, mas também com a vossa consciência, vossa vida, vossas ações. Na verdade, louvamos a Deus agora que nos encontramos reunidos na igreja. Mas logo ao voltarmos para casa, parece que deixamos de louvar a Deus. Não deixes de viver santamente e louvarás sempre a Deus. Deixas de louvá-lo quando te afastas da justiça e do que lhe agrada. Mas, se nunca te desviares do bom caminho, ainda que tua língua se cale, tua vida clamará; e o ouvido de Deus estará perto do teu coração. Porque assim como nossos ouvidos escutam nossas palavras, assim os ouvidos de Deus escutam nossos pensamentos.

sábado, 24 de março de 2012

Senhor, para que o teu Louvor seja perfeito: Livra-nos do mal


“Senhor, para que o teu Louvor seja perfeito: Livra-nos do mal”


                      O Mal é uma realidade, e como traz o Catecismo da Igreja Católica, por trás da desobediência dos primeiros pais está o Mal, não apenas uma opção egoísta gerada pela liberdade, mas é preciso ver que há um Mal que precede o pecado, que se torna a voz sedutora que leva os primeiro pais a pecar (cf. CIgC n. 391).
                      O Mal pode ser analisado de diversas maneira e de diversos modos, e na História aconteceram debates acalorados sobre sua origem e a relação de Deus com a existência do Mal. Aqui não é o lugar de entrarmos nesse debate, porém com relação ao Carisma do “Louvor de Deus” é preciso entendê-lo com relação ao Mal, pois se afinal fomos criados para a Glória de Deus, como vai dizer Santo Irineu, a Glória de Deus é o homem vivo, como já foi analisado o Louvor de Deus é a Caridade, é preciso entender que o Mal, a opção absoluta por não Deus, é o oposto à Glória de Deus e que levou os primeiro pais a pecarem, que tenta cada ser humano e está por trás das opções malignas do ser humano, levando-o a abusar da própria liberdade e que com a hipocrisia e o com o orgulho a ela relacionado impede o pecador a saída de um estado de pecado mortal, torna-se uma verdadeira cegueira (cf. Mt 23, 16).
                      Para não nos delongarmos, quais as características atribuídas pela Doutrina Católica ao Mal, aqui entendido como os anjos caídos:
1 - Rejeição radical e livre a Deus: Satanás e os demônios são anjos criados bons em sua natureza, mas que optaram pelo mal em liberdade pura, mal que consiste na rejeição radial e irrevogável a Deus (cf. CIgC n. 391-392);
2 – Anjos que pecaram: Tais anjos pecaram “Ora, se Deus não poupou anjos quando pecaram, antes, precipitando-os no inferno, os entregou a abismos de trevas, reservando-os para juízo”;[1]
3 – Querer ser igual a Deus para ter todo o poder: A tentação é colocar no coração do seres humanos que eles serão deuses (cf. Gn 3,5), numa visão de ter poder e conhecimento (como experiência) do bem e do mal. O demônio não é deus, é criatura, por isso seu poder não é infinito, pois Deus não tem opositor, tanto que a Tradição coloca São Miguel Arcanjo como aquele que depõe do céu Satanás e seus anjos (cf. Ap 12, 7-12), mas o demônio julga ser igual a Deus (cf Ap 13, 4) e quer seduzir o ser humano na mesma mentira. A ação do Mal é permitida pela Divina Providência para dessa ação tirar um bem maior (Cf. CIgC n. 395).;
4 – Mentiroso e tem a Deus como opositor: Como o mentiroso desde o princípio (cf. Jo 8, 44), coloca Deus como mentiroso e opositor ao ser humano ao afirmar com relação ao fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, que Deus sabe que quando dela comer os humanos serão tão poderosos como ele, insufla no coração humano o orgulho de ver a Deus como opositor e a não submissão como criatura (cf. Gn 3,4-5);
5 – Homicida e desobediente: Nessa mesma perspectiva o demônio é homicida desde o princípio (cf. Jo 8, 44), pois quer a morte do ser humano, morte como o desviar este mesmo ser humano da obediência a Deus, a fonte da Vida;
6 - Dominação sobre o ser humano: Pelo pecado o demônio tem uma certa dominação sobre o homem, embora este último permaneça livre, através dos exorcismos Jesus liberta os homens desse domínio, antecipando a grande vitória de Jesus sobre o príncipe deste mundo (cf. CIgC n. 407, 550, Lc 8, 26-39).

                      Deus quer seus filhos livres de todo mal, como pedimos em cada oração do Pai-Nosso, esse mal não é uma abstração, mas é uma pessoa, Satanás, o Maligno (cf. CIgC 2851), por isso o livrar do Mal é essencial ao “Louvor de Deus”, o caminhar para uma verdadeira liberdade para que nossa vida louve a Deus é o destino de todo o ser humano. Portanto, diante daquilo que o Maligno é, o inverso é uma posição de Louvor de Deus:

1. Opção radical e livre por Deus: O ser humano para viver uma vida de verdadeiro Louvor de Deus e livre de todo o Mal deve ter no fundo do seu coração uma opção de raiz por Deus, que brota de um querer livre, embora muitas vezes falamos como São Paulo: “Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço” (Rm 7, 19), mas se no nosso coração há uma opção por Deus estamos caminhando para a Libertação e é isso que importa, nesse querer a graça de Deus vai sempre nos ajudar. Lembrando sempre que também esse querer é graça, e devemos pedi-la;
2. Somos pecadores: e sendo pecadores, ao contrário dos anjos caídos, devemos assumir essa condição, jogar fora a máscara da hipocrisia que nos quer convencer que somos santos e assim sendo pecadores sabemo-nos dependentes da graça de Deus;
3. “Somos servos de Deus” (Rm 6, 22), assumindo que somos dependentes de Deus é a chave para a liberdade e para a vida se tornar um verdadeiro Louvor de Deus.
4. Sermos verazes e ter a Deus como o nosso maior amigo. A verdade nos libertará sempre (cf. Jo 8, 32), por isso aquele que quer ser livre do mal deve sempre primar por essa verdade a partir do próprio interior, e assim apresentar-se a Deus e assim, na verdade, ter a Deus como um verdadeiro amigo como Jesus assim nos quer: “Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho dado a conhecer” (Jo 15, 15). Ter uma visão correta de Deus como nosso aliado nessa vida, como nos é apresentado por Moisés: “E, passando o Senhor por diante dele, clamou: Senhor, Senhor Deus compassivo, clemente e longânimo e grande em misericórdia e fidelidade”[2], é esse Deus amigo, amoroso e próximo que nossa vida quer Louvar.
5. Ser humano a favor da vida e obediente: Na medida em que temos a Deus como fonte de nossa vida, sempre queremos mais e mais vida, e também para aqueles que nos circunda nós queremos essa vida. Os pensamentos de morte devem ser banidos de nosso coração e saber que dobrando nosso joelho diante do Senhor Jesus essa vida e esse pensamento de vida vem a nós e lembrar que a Glória de Deus, o verdadeiro Louvor de Deus, é o homem vivo. “O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância”.[3]
6. “É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5,1): essa palavra de São Paulo deve ser um lema daquele que vive e contempla o carisma do “Louvor de Deus”, a liberdade é a base para louvar, e às vezes pela nossa visão frágil achamos que Deus quer-nos tristes e acabrunhados, Deus quer filhos Livres e que o Espírito de Deus nos liberte de todo Mal para que nossa vida seja um Louvor sem cessar ao Deus que nos ama.



[1]Sociedade Bíblica do Brasil. (2003; 2005). Almeida Revista e Atualizada - Com Números de Strong (2Pe 2:4). Sociedade Bíblica do Brasil.
[2]Sociedade Bíblica do Brasil. (2003; 2005). Almeida Revista e Atualizada - Com Números de Strong (Êx 34:6). Sociedade Bíblica do Brasil.
[3]Sociedade Bíblica do Brasil. (2003; 2005). Almeida Revista e Atualizada - Com Números de Strong (Jo 10:10). Sociedade Bíblica do Brasil.

O Espírito Santo: o Mestre interior protagonista do Louvor de Deus


“O Espírito Santo: o Mestre interior protagonista do Louvor de Deus”

            São Paulo, no início da Primeira Carta aos Coríntios, vai dizer que “anunciamos Cristo crucificado que para os judeus, é escândalo, para os gentios é loucura” (1 Cor 1, 24). Para uma comunidade orgulhosa de seus carismas, que valorizava o espetáculo da ação atribuída ao Espírito Santo, São Paulo apresenta o Cristo, o Ungido, o Portador do Espírito, como crucificado. Esse crucificado se torna escândalo para os judeus, uma vez que é maldito aquele que é dependurado no madeiro (cf. Gl 3,13, citando Dt 21, 23), no pensamento dos judeus, o Ungido não poderia ser um maldito, o canal para chegar até Deus não poderia ser um morto dependurado num madeiro, se tornando assim um escândalo para os judeus. Por outro lado, o Cristo crucificado é loucura para os gentios, para uma cultura que valorizava o belo, o harmônico e o perfeito, um homem fraco, sujo e machucado, condenado num madeiro não poderia ser sinal de salvação, mas de loucura, ou numa outra visão, uma total insensatez, uma vez que este Ungido não poderia ser instrumento de Deus para a salvação, o feio ou o imperfeito é loucura visto como instrumento de Deus.
            Diante disso, às vezes nos colocamos na visão do judeu da carta aos Coríntios e temos a cruz como um escândalo ou no lugar dos gentios não aceitamos o feio e o desarmônico como instrumento da graça de Deus. São Paulo coloca que é o Messias, o Cristo, crucificado é que anunciamos. Portanto, é esse Ungido que anunciamos, aquele que pelo sofrimento doou o Espírito a cada um de nós.
            O objetivo de toda a espiritualidade verdadeiramente cristã é Cristo vivendo em nós (cf. Gl 2, 20), e isso é obra do mesmo Espírito que o levou pelo caminho do sofrimento. Nessa perspectiva, o Espírito é que nos Cristifica, agora não podemos esperar que o mesmo Espírito que levou Nosso Senhor Jesus Cristo à cruz e à ressurreição, que o levou pelo caminho da fraqueza até a ressurreição, não podemos pensar em ir por outra via.
            Por isso, devemos estar abertos ao Espírito que nos leva para o deserto para os embates interiores e exteriores (cf. Mt 4, 1-11) para nos preparar para uma verdadeira via de Cristificação, quanto mais somos crucificados com Cristo (cf. Gl 2, 20), mais o Espírito age em nós ou melhor sabemos que mais o Espírito age em nós, quanto mais somos crucificados com Cristo. Nesse processo é preciso ter a consciência que é na fraqueza que somos fortes (2 Cor 12, 10), não que idolatrássemos a fraqueza e numa autocomiseração sem fim ficássemos lambendo nossas feridas e nos refestelando com elas num masoquismo doentio, isso seria orgulho puro, porém é na fraqueza nos abrimos ao Espírito, e experimentamos aquele que é chamado na sequência de Pentecostes como o “Pai dos Pobres”, por essa via, cada ato que fizermos teremos a certeza plena que vem do Espírito Santo e não de nosso orgulho de criatura.
            Portanto, não existe Louvor de Deus, atos e palavras que louvam verdadeiramente a Deus, fora do Espírito Santo. Ele é o protagonista dessa “opus laudante”.
            Porém, o Cristo crucificado é loucura para os gentios que buscam avidamente por sinais. Será que não está na hora de vermos o Espírito Santo agir nas curas? Com certeza. Mas será que não está também na hora de vermos o Espírito Santo agindo nos sinais do Cristo, do Ungido, do Portador do Espírito, crucificado? Agora é o Kairós, o momento oportuno. Diante desse mundo, que quer maravilhas a todo instante, que tem sede de beleza física, de pessoas fortes, as ditas “saradas”, cremos que está na hora de vermos a ação do Espírito nas fraquezas, nas fragilidades humanas, a medida que tais fragilidades são assumidas pela criatura humana e abertas à graça de Deus, como canais privilegiados da ação do Espírito Santo, isso sim, na etimologia do “sarado”, salvas, tais pessoas movidas pelo Espírito podem ter verdadeiramente compaixão pelo próximo. O Espírito Santo é o protagonista do Louvor de Deus, o Mestre Interior que guia a criatura humana para sua Cristificação, mas tem que passar pela Cruz, e passar pela Cruz não é sofrer mais do que já sofremos, mas cristificar nossas feridas e fraquezas, inclusive nossa afetividade machucada e ferida. Que a beleza suprema seja que nossas feridas um dia, unidas ao Ungido Crucificado, pelo Espírito Santo, sejam gloriosas como as Dele hoje é. Que assim o Louvor de Deus cresça em nós sem cessar. 

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

EXAME DE CONSCIÊNCIA SALVISTA


EXAME DE CONSCIÊNCIA SALVISTA


LAUS DEI CARITAS EST

Além do que já há nos exames de consciência tradicionais, como por exemplo:
Poderíamos acrescentar outros específicos para um pensamento salvista:

Exame inicial
TENHO SIDO UM HIPÓCRITA LAXISTA?
TENHO SIDO UM HIPÓCRITA RIGORISTA?
Aproximo-me do sacramento da confissão não acreditando na absolvição, ou para satisfazer uma norma?
Aproximo-me do sacramento da confissão por convicção ou apenas para cumprir a lei?


1º Mandamento – Amar a Deus sobre todas as coisas
TENHO SIDO UM HIPÓCRITA LAXISTA?
TENHO SIDO UM HIPÓCRITA RIGORISTA?
- tenho procurado colocar Deus como o centro de minha vida? Ou somente me utilizo da posição em que estou para “ir vivendo”?
- Tenho me utilizado de coisas, orações, pessoas, artes, filmes, ou qualquer outra coisa no lugar de Deus, colocando neles a minha fonte de vida?
- Tenho procurado conhecer o carisma do “Louvor de Deus”, ou vivo na Obra somente por conveniência?
- Tenho valorizado a minha vocação salvista e a vocação dos meus irmãos? Ou tenho relativizado a vocação salvista, não vendo nela nada de divino e mesclando com outras vocações sem discernimento?
- Tenho buscado ver a ação de Deus na natureza e na vida? Ou tenho idolatrado a natureza, absolutizando o que passa?

- A vaidade é o centro de minha vida? Tomando para mim o louvor que é de Deus? Minha ação pastoral aponta para mim ou para Deus?
- Amo a Igreja ou sou apenas um mercenário?
- No Louvor de Deus, valorizo verdadeiramente o conhecimento e a Teologia católica que ajuda-me a crescer e aos outros ou idolatro o conhecimento por si mesmo?
Coloco amizades no lugar de Deus?


- Relativizo a existência de anjos e demônios, discordando da Doutrina da Igreja Católica?




- Tenho murmurado contra a vontade de Deus em minha vida, seja interior ou exteriormente, inclusive aquelas que vem através dos meus superiores?
Tenho a Deus como um amigo? Ou como um carrasco que a qualquer momento quer o meu mal?

- Tenho colocado a comunidade, a Igreja, os santos, devoções, no lugar de Deus? Aterrorizando outros com minha visão de Deus?
- Tenho absolutizado o carisma sem conhecê-lo?

- Tenho idolatrado a vocação salvista, desprezando outras realidades eclesiais? Tenho sido arrogante nesse processo, desprezando as pessoas por causa do orgulho?
- Procurei ver a ação de Deus na natureza, nas artes, na vida humana? Ou tenho desprezado as realidade temporais como portadoras da vida de Deus?
- A vaidade é o centro de minha vida? Absolutizando estruturas ou orações, buscando a ostentação espiritual?

Amo a Igreja ou sou apensa um clericalista ou eclesiolátra?
- No Louvor de Deus, valorizo o conhecimento e a Teologia católica ou desprezo o conhecimento que me faz crescer na vida em Deus e no relacionamento com o próximo?
Desprezo as verdadeiras amizades como lugar para conhecer a Deus?
- Absolutizo o poder de anjos e demônios, colocando-os no mesmo lugar que Deus, numa posição maniqueísta?
- Tenho murmurado contra a vontade de Deus? Tenho aceitado trabalhos ou situações que me tem prejudicado não expondo ao meu superior minhas dificuldades?


2º mandamento – Tomar o santo nome de Deus em vão
TENHO SIDO UM HIPÓCRITA LAXISTA?
TENHO SIDO UM HIPÓCRITA RIGORISTA?
O nome de Deus é sagrado para mim? Ou tenho usado de forma desrespeitosa? Bem como o nome dos santos e dos anjos?
Tenho respeitado o nome do próximo, inclusive o nome religioso?
Tenho utilizado o nome de Deus de modo mágico, bem como o nome dos santos e dos anjos?


3º mandamento – Santificar os Domingos e festas de Guarda.
TENHO SIDO UM HIPÓCRITA LAXISTA?
TENHO SIDO UM HIPÓCRITA RIGORISTA?
Tenho sido fiel à Liturgia das Horas, devoções e interseção? Minha oração é um diálogo com Deus ou somente cumprimento de obrigação? Tenho procurado colocar minhas decisões perante Deus para que minha vida seja um Louvor de Deus? Celebro a Liturgia com todo o esplendor litúrgico ou tenho desrespeitado as rubricas e o “sentire cum Ecclesia” para me protagonizar, aparecendo mais que o Cristo?
Desprezo a oração em línguas cf. I Cor 14, caçôo de quem reza?
Misturo outras crenças sem discernimento? Falo “todas as religiões são iguais”?
A minha fidelidade na oração é por amor a Deus ou somente um cumprimento externo? Sou supersticioso? Tenho permitido uma oração que transforme minhas decisões, levando-me a uma sensibilidade verdadeiramente humana? Celebro a Liturgia com todo o esplendor litúrgico? Ou tomo o esplendor litúrgico como um rubricismo vazio?
Absolutizo a oração em línguas como algo mágico cf. I Cor 14, desprezo quem não reza em línguas?
Desprezo o verdadeiro ecumenismo?


4º mandamento – Honrar Pai e Mãe.
TENHO SIDO UM HIPÓCRITA LAXISTA?
TENHO SIDO UM HIPÓCRITA RIGORISTA?
- Tenho procurado aprender a obedecer? Ou minha obediência é aparente somente para me livrar do superior (pais, superiores religiosos, bispos, o papa, autoridades civis e militares)? Tenho sido um cristão que quer ouvir a voz de Deus nos superiores ou um adolescente rebelde que contesta tudo e todos? O habito ou as insígnias religiosas são desprezadas por mim ou relativizadas?
Como superior sou indolente, permito tudo, libertino, só penso em aparecer e no cargo em si?
Desprezo o fundador dos salvistas, Pe Gilberto Maria Defina, sjs, apegando-me àquilo que é humano, não vendo a Obra que Deus fez?
Tenho procurado aprender a obedecer? Ou minha obediência é automática, infantil, sem procurar ouvir e discernir a voz de Deus nos superiores(pais, superiores religiosos, bispos, o papa, autoridades civis e militares)?

Idolatro o hábito ou as insígnias religiosas, buscando a ostentação e o orgulho?


Como superior sou policialesco, desvalorizo a liberdade humana criando pequenos ditadores, amo o poder?
Idolatro o fundador dos salvistas, Pe Gilberto Maria Defnia, sjs, não estudando o carisma, e apegando-me ao humano, não vendo a Obra que Deus fez?


5º mandamento – Não Matarás
TENHO SIDO UM HIPÓCRITA LAXISTA?
TENHO SIDO UM HIPÓCRITA RIGORISTA?
- Valorizo verdadeiramente a vida humana e de toda a criação? Há idolatria no meu coração com relação à vida terrena? Idolatro o corpo humano? Idolatro o pobre, os pecadores, homens de cor diferente da minha, minorias etc? Faço acepção de pessoas? Alimento ódio no meu coração e semeio a cizânia para prejudicar os outros?
Há desprezo no meu coração com relação à vida terrena? Desprezo o pobre, os pecadores, homens de cor diferente da minha, minorias etc? Faço acepção de pessoas? Alimento ódio no meu coração e desprezo as pessoas?


6º e 9º mandamento – Não pecar contra a castidade e não cobiçar a mulher do próximo
TENHO SIDO UM HIPÓCRITA LAXISTA?
TENHO SIDO UM HIPÓCRITA RIGORISTA?
- Procuro conhecer a humanidade sacratíssima de Nosso Senhor Jesus Cristo?
- a castidade para mim é algo essencial ou conformo-me com o pensamento do mundo?
- procuro ver na castidade e na sexualidade humana o louvor de Deus? Ou pecar é normal?
- Incentivo o pecado contra a castidade achando-o normal? Ou sou indiferente?
- busco conhecer a sexualidade humana, para ajudar os outros? Ou sou indiferente?

- Idolatro o corpo humano, a beleza, não a referindo a Deus?
- Meu falar, pensar e agir é um louvor de Deus na castidade?
- Procuro conhecer a humanidade sacratíssima de Nosso Senhor Jesus Cristo?
- a castidade é um fardo para mim? Desprezo a sexualidade humana vendo nela algo de pecaminoso?
- Procuro ver na castidade o Louvor de Deus? Ou tudo é pecado, inclusive o afeto de Nosso Senhor Jesus Cristo?
- Absolutizo o pecado contra a castidade, colocando-o exclusivamente no centro de minha vida?
Busco conhecer a sexualidade humana, ou não a vejo como criada por Deus?
- Desprezo o corpo humano, bem como a beleza do corpo humano?
- Meu falar, pensar e agir é um louvor de Deus na castidade?


7º mandamento – Não furtar e não cobiçar os bens do próximo
TENHO SIDO UM HIPÓCRITA LAXISTA?
TENHO SIDO UM HIPÓCRITA RIGORISTA?
- O voto de pobreza é algo somente formal? Tenho buscado viver a pobreza ou utilizo-me de cargos e vantagens para ter o que o povo ao qual sirvo não tem?
- Tenho buscado o poder como fonte de vida, tenho colocado os dons que Deus me dá a serviço do próximo? Ou busco o poder somente pelo poder? Procuro aparecer na função que exerço?
- Não me importo se escandalizo os outros, fazendo os pequeninos se perderem?
O voto de pobreza é vivido humanamente? Ou vivo uma pobreza burra de tal modo que prejudico a mim e a outros com a vivência da pobreza?
- Tenho sido tirano no exercício do poder ou tenho me colocado verdadeiramente  a serviço? Desprezo os dons do próximo, para evidenciar os meus dons? Procuro aparecer na função que exerço?
- Sou hipócrita, e sou uma pessoa na frente dos outros e outra nas costas, escandalizando os outros com isso?


8º mandamento – Não levantar falso testemunho
TENHO SIDO UM HIPÓCRITA LAXISTA?
TENHO SIDO UM HIPÓCRITA RIGORISTA?
- Tenho consciência que somente na verdade se Louva a Deus?
- sou mentiroso contumaz? Mentir é algo normal em minha vida? Busco ser elogiado e elogio para conseguir o que quero, principalmente de superiores?
- Minhas conversas são um Louvor de Deus, ou são vãs?
- Sou transparente? Imponho meus sentimentos aos outros? 
- Tenho consciência que somente na verdade se Louva a Deus?
A mentira é base do meu modo de agir? Procuro defender a mentira? Busco aparecer e adulo superiores ou súditos?
- Alimento fofocas, detrações, maledicências etc?
- Sou transparente, ou finjo sentimentos para agradar os outros?


quinta-feira, 27 de outubro de 2011

O trabalho como Louvor de Deus


O trabalho como Louvor de Deus

“Mas ele lhes disse: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também“. (Jo 5,17)


Em toda a discussão sobre o descanso, sobre a ação benéfica de Jesus no Sábado, Jesus proclama exatamente isso, que seu Pai que realizou a criação e continua agindo no mundo, Jesus também trabalha, age para o bem do mundo.
O nosso trabalho também tem que ser um louvor ao Senhor, como o foi a ação de Jesus no mundo. A pergunta é, quando o trabalho é um verdadeiro louvor?
Vivemos num mundo do stress, no qual as pessoas vivem num ritmo desumano de trabalho e/ou de diversão, os “workaholics”, pessoas viciadas em trabalho que busca em horas de trabalho, não a própria sobrevivência, mas a fuga da própria vida. Por outro lado surge a figura do preguiçoso, o ocioso, aquele que não quer trabalhar ou fica escolhendo trabalho numa tentativa de sempre buscar não o bem que é necessário ser feito, mas a própria satisfação.
O verdadeiro trabalho, a exemplo do que disse Jesus, ou São José, como modelo do operário, é aquele cujo trabalho faz o bem para si e para as outras pessoas e é um louvor de Deus, algo que se lê na história que é Deus quem propiciou os dons para aquela pessoa realizar o seu trabalho.
Nessa perspectiva, a parábola dos talentos (Mt 25, 14-30) é paradigmática, o homem que confia talentos aos seus empregados, cinco, dois e um talento, os dois primeiros imediatamente, a prontidão de quem quer trabalhar aplicam e fazem render o que lhes foi confiado. Atentemos que os talentos são confiados, não é obra nossa, obra nossa é fazer com que os dons rendam, e a característica é sair e fazer com que rendam imediatamente, sem demora, sem letargia de pessoas que não querem trabalhar. Uma vez feito o trabalho, temos que declarar que somos servos inúteis (cf. Lc 17, 10) e que tudo é graça de Deus. Deus não olha a quantidade de talentos, se é dois ou cinco, mas que o façamos render.
Agora, o servo preguiçoso, que demorando em si não quis colocar em ação o único talento que recebeu, mas o apontou para a terra, porque tinha uma imagem servil de Deus, uma imagem não de um Pai, mas de um feitor de escravos, de um Faraó. Esse obediente servil é chamado de mau e preguiço, lento ao tomar decisões, diferente da prontidão dos outros dois servos, a esse será tirado o que tem.
Portanto, o que caracteriza o trabalho como louvor de Deus é:
1. Os dons que recebemos devem ser colocados em prática, de acordo com o dom recebido, por isso é fundamental conhecer nossos dons e aptidões;
2. O trabalho é cooperação com a criação de Deus, e a Ele um dia será entregue, nessa perspectiva o trabalho será louvor, louvor também porque o ser humano se torna co-criador;
3. Nenhuma outra intenção será aceita, nem o trabalho feito para aparecer, para obter somente renda, ou para fugir da própria vida;
4. Jesus é trabalhador e nós devemos sê-lo, não se escolhe dons, mas se conhece o que o Senhor nos confiou e deve-se aplicá-los, preguiçosos não são aceitos no Reino de Deus, pessoas que querem que os outros o sirvam, o mundo tem que dobra-se a pessoas assim, gabam-se dos dons mas não trabalham.
5. Tudo deve ser feito sem murmuração contra o Senhor e com a consciência que somos servos inúteis, que é a graça de Deus que nos faz trabalhar e os dons vieram de Deus.

Enfim, que ao terminarmos nosso trabalho, possam aqueles que ficam e toda a comunhão dos Santos, a uma só voz dizer “descanse em paz de seus trabalhos”.

A LIBERDADE E LOUVOR DE DEUS COMO FIM ÚLTIMO DO HOMEM

    INSTITUTO SUPERIOR DE FILOSOFIA E TEOLOGIA SÃO BOAVENTURA     DANIEL RIBEIRO DE ARAÚJO                   ...