quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

ORAÇÃO PELO III CAPÍTULO GERAL SALVISTA 

“Naquela hora, exultou Jesus no Espírito Santo e exclamou: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e instruídos e as revelaste aos pequeninos. Sim, ó Pai, porque assim foi do teu agrado”. (Lc 10, 21)



Ó Deus, que chamastes a Fraternidade Jesus Salvador a viver o Louvor de Deus em íntima concórdia no meio do Teu povo, escutai nossas súplicas e derramai o espírito de inteligência, de verdade e de paz, a fim de que ela possa conhecer de todo o coração o que vos agrada e na unanimidade seja praticado. Senhor faça com que a Fraternidade seja fortalecida e renovada na vocação religiosa e nela possa crescer sempre mais, para que assim haja salvistas convocados a viver pelas Santas Constituições o "LOUVOR DE DEUS", sob todas as formas, a litúrgica em primeiro lugar e, como consequência desse Louvor, a santificação pessoal e comunitária, no exercício de dons e carismas a serviço da evangelização. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, na unidade do Espírito Santo. Amém.

Nossa Senhora de Pentecostes, rogai por nós!
São José, nosso pai e protetor, rogai por nós!
São Miguel Arcanjo, nosso príncipe e defensor, rogai por nós!





terça-feira, 15 de outubro de 2013

REZEMOS PELA FRATERNIDADE JESUS SALVADOR ÀS TERÇAS-FEIRAS


REZEMOS PELA FRATERNIDADE JESUS SALVADOR ÀS TERÇAS-FEIRAS 

DEUS DE AMOR, VÓS QUEREIS A SALVAÇÃO DE TODOS OS SERES HUMANOS. POR ISSO, NÓS VOS PEDIMOS PELA FRATERNIDADE JESUS SALVADOR, PARA QUE ELA SEJA SEMPRE VOSSA LUZ NESTE MUNDO. NA VOSSA PROVIDÊNCIA, ABENÇOAI A FRATERNIDADE EM TODAS AS SUAS NECESSIDADES, LIVRANDO-A DE TODOS OS MALES E CONCEDEI-LHE  A FIDELIDADE ÀS INSPIRAÇÕES QUE VÓS MESMO COLOCASTES NO CORAÇÃO DE NOSSO PAI FUNDADOR E VOSSO SERVO, PE. GILBERTO MARIA DEFINA. TUDO ISSO NÓS VOS PEDIMOS, POR MEIO DE VOSSO FILHO JESUS CRISTO, QUE CONVOSCO VIVE E REINA NA UNIDADE DO ESPÍRITO SANTO. AMÉM.

 Oração pelas vocações salvistas
Pai Santo, contemplamos os campos prontos para a colheita, por isso obedientes à Palavra do vosso Filho, nós vos suplicamos, concedei à Fraternidade numerosas e santas vocações. Suscitai Senhor, servos e servas de Jesus Salvador, leigos, leigas, religiosos, religiosas e sacerdotes ministeriais, para viver o Louvor de Deus em suas vidas, capazes de pregar o Evangelho e celebrar com esplendor o Mistério Pascal na graça da Efusão do vosso Espírito, e assim trabalhar eficazmente pela santidade de cada pessoa humana para edificar a Igreja. Amém.

V. Nossa Senhora de Pentecostes!
R. Rogai por nós
V. São José, nosso Pai e Protetor
R. Rogai por nós!




segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Espiritualidade Salvista

Fraternidade Jesus Salvador: Espiritualidade Salvista

            Abaixo colocamos como nosso Pai-Fundador, Pe Gilberto Maria Defina, sjs, pensava sobre a Espiritualidade Salvista, através de um Diretório de Espiritualidade.

Objetivo da Obra – “Seu objetivo principal primário é o Louvor de Deus, sob todas as suas formas, a litúrgica, em primeiro lugar; e secundário, - como consequência desse louvor -, a santificação pessoal e comunitária, através da consagração ao Espírito Santo, Deus-Amor”.[1]

“Neste Diretório de Espiritualidade poderá observar-se que boa parte dele se dirige especificamente ao ministério ordenado, ou seja, para um Seminário Maior e Propedêutico em que predominem os vocacionados ao sacerdócio ministerial, quer dizer, para a formação do Padre. Isto acontece porque em geral os Seminário são dirigidos mais para esta finalidade. Entretanto, a Fraternidade optou, firmemente, que seminaristas diferentes se misturem neste Seminário Maior, de certa forma, indiferentemente quanto à formação de vida e de estudos. Portanto, pedimos a todos os alunos, quer os que se dirigem para os ministério ordenados, quer para outros ministérios, que observem tudo quanto para cada um diz respeito nestas páginas. Excluído o que se refere apenas diretamente para formação do sacerdote, tudo o mais compete aos demais ministérios, indistintamente. O mesmo se afirma a respeito de outros Diretórios e Diretrizes mais adiante explicados, de todos merecendo o mesmo acatamento que este, de Espiritualidade. Este Diretório de Espiritualidade, sem dúvida, deve ser colocado em primeiro lugar. (...)

A Formação do Ministro Sacramental e do Ministro Extraordinário Laical

- Os vários atos a praticar para uma excelente formação:

1. A missão para a qual o futuro ministro ordenado, sacramental, se prepara, resume-se com perfeição nas seguinte palavras da Carta aos Hebreus 5,1-4: ‘Todo sacerdote (pontífice) é escolhido entre os homens e constituído a favor dos homens como mediador nas coisas que dizem respeito a Deus’... ‘Ninguém se aproprie desta honra, senão somente aquele que é chamado por Deus, como Aarão’ (Hb 5, 1-4).

2. A amplificação prática desta missão encontra-se concretamente no tríplice serviço do ministério sacerdotal: como serviços da Palavra, do Sacramento, da Pastoral – Caridade na Comunhão Eclesial. Estes são elementos importantes do sacerdócio que o futuro ministro deve cultivar gradativamente segundo os diversos passos de sua formação e introdução nas Ordens Sacras, do Diaconato e do Presbiterato. Tríplice missão: sacerdotal, profética e real do Cristo. O ministério ordenado difere essencialmente de outros ministérios (Diretório para o Ministério e a Vida do Presbítero) (Vd. Congregação para o Clero, 1994).

3. Antes de fazer-se pregador e evangelizador do Mistério de Cristo, o futuro ministro deve viver este Mistério. Por isso deve penetrar na realidade profunda do Cristo no seu sacrifício redentor da cruz. Isto vale plenamente para os demais ministério laicais.

4. A realidade desta vida de oração exprime-se pelos atos litúrgicos, primariamente, de maneira concreta. Por isso, a oração, e sobretudo a oração litúrgica, supõe disposições interiores conformes às disposições exteriores, sob pena de se tornar totalmente inoperante. Mais ainda: o diálogo íntimo com Deus na oração particular toma seu pleno sentido porque complementária à oração litúrgica, na qual a comunidade eclesial assume e, de certa maneira, transforma a oração individual.

5. Por isso é preciso também um contínuo renovar-se no Espírito para sempre manter a chama bem viva e fecunda. Excelente ocasião para revisão deste esforço de conversão e renovação contínua se encontra no retiro realizado no devido espírito de recolhimento. Conversações paralelas e sobrepostas, dentro do retiro, significa exatamente o contrário: tais indivíduos não estão nada interessados em recolhimento e renovação de suas vidas. Por outra, pode perder-se por tibieza e incúria, a graça do batismo no Espírito Santo, se não se continuar a pedi-la e recebê-la, constantemente.
            Nesta perspectiva, toda a vida litúrgica do Seminário deve ser vivida de tal maneira que seja para cada um, não uma carga imposta, mas a expressão concreta da vocação ministerial. Isto vale perfeitamente para os ministérios não-ordenados.

6. O aluno que se prepara mais imediatamente para o ministério sacerdotal deve cada vez mais aprender a configurar-se a Cristo Sumo Sacerdote. Ele deve de tal modo viver o Mistério do Cristo, que saiba, uma vez ordenado no sagrado ministério, neste iniciar o povo que a Igreja lhe confia.

7. Na leitura e na oração meditativa e contemplativa diária da Palavra de Deus, ele encontra a ciência eminente de Jesus Cristo. Na comunicação íntima da Sagrada Liturgi que é o exercício, por meio da Igreja, do próprio Sacerdócio de Cristo, sobretudo do Sacrifício Eucarístico, fonte riquíssima de inesgotável alimento da vida cristã, esta deve ser para o aluno o ápice e centro de toda a sua formação. Comece a exercer, como antecipação, o que será o sol irradiante de seu sagrado múnus ministerial. É neste ministério que, agindo ‘na pessoa de Cristo’ e proclamando seu Mistério unirá os votos dos fiéis ao sacrifício de sua Cabeça. Até a volta do Senhor, tornará presente e aplicará no Sacrifício da Eucaristia o único sacrifício do Novo Testamento. Isto se prolonga nas visitas freqüentes ao Santíssimo Sacramento em seu Sacrário. Isto é a Igreja em oração!

8. Orientado e auxiliado pelo seu Diretor Espiritual, conselheiro indispensável na formação do ‘homem interior’, e por outros que tem a sua confiança, o aluno toma pleno conhecimento da realidade concreta da tarefa árdua que pretende assumir. Os orientadores não dissimulem nenhum aspecto da vida do futuro ministro, mas jamais apresentando a vida sacerdotal sob a perspectiva negativista, e sim, a mais sublime e consoladora forma de uma vida a serviço do amor cristão.

9. Neste contexto, reconhecendo o valor e dignidade do sagrado matrimônio cristão, que o Apóstolo compara à união entre Cristo e sua Igreja, compenetre-se do verdadeiro valor evangélico de sua vocação ao celibato sacerdotal, de tal modo que possa, depois de uma opção maduramente deliberada, dar-se com magnanimidade ao serviço do Senhor, ‘propter regnum Dei’.

10. Um só é nosso Mediador junto ao Pai, segundo as palavras do Apóstolo. ‘Porque um é Deus, um também o Mediador entre Deus e os homens: o Homem Cristo Jesus, que se entregou para redenção de todos’.
Mas esta mediação, este encontro de Deus com os homens só foi possível e só se realizou porque Nossa Senhora, a Mãe de Deus e nossa Mãe, a Virgem Maria, num ato singular de obediência, de fé, de esperança e de ardente caridade se tornou para nós Mãe na ordem da graça.
            Pelo que, o futuro apóstolo exercite-se em sólida devoção à excelsa Mãe de Deus; aceite, como Ela, a vontade salvífica e atuante de Deus; siga-lhe os exemplos, principalmente os de humildade e obediência; celebre-a com formas concretas de autêntica piedade.

11. Atenda o formando a todas as coisas acima expostas; leia-as com freqüência e nelas medite; cumpra este Diretório de Espiritualidade como cartilha de Deus para o seu sacerdócio, e terá a vida eterna como promessa divina. Diz o apóstolo: ‘Atende a esta coisas, ocupa-te com todo o empenho nelas, a fim de que seja maniafesto a todos o teu progresso. Cuida de ti mesmo e do teu ensino, e insiste nestas coisas, porque fazendo isto, salvar-te-ás a ti mesmo, juntamente com aos que te ouvem’ (1 Tm 4,15-16)”.[2]

  







[1] Pe. Gilberto Maria DEFINA. Ordem da Fraternidade Senhor Javé Salvador: Constituições, Regras de Vida e Ordenações de Estudos. São Paulo, 1995, p. 3.
[2] Pe. Gilberto Maria DEFINA. Ordem da Fraternidade Senhor Javé Salvador: Constituições, Regras de Vida e Ordenações de Estudos. São Paulo, 1995, p. 101-104.

Vocação salvista

Fraternidade Jesus Salvador: Vocação salvista

            Abaixo colocamos como nosso Pai-Fundador, Pe Gilberto Maria Defina, sjs, pensava sobre vocação.

Objetivo da Obra – “Seu objetivo principal primário é o Louvor de Deus, sob todas as suas formas, a litúrgica, em primeiro lugar; e secundário, - como consequência desse louvor -, a santificação pessoal e comunitária, através da consagração ao Espírito Santo, Deus-Amor”.[1]

“- A Vocação é chamado e convite de Deus. E a vocação aos diversos ministério da Igreja, aos ordenados e aos demais outros, é chamado e convite pessoal, para poucas pessoas da terá; é individual: Ele nos chama pelo nome e sobrenome de cada um de nós; para servir pessoalmente a Ele, o Senhor e à sua Igreja; ao mesmo tempo, Ele espera, por este chamado e convite, uma resposta pessoal, individual. Entretanto, se é verdade que a vocação parte sempre, por primeiro, da iniciativa de Deus, contudo o Senhor a entrega e delega aos cuidados de sua Igreja, costumeiramente, o Seu vocacionado, a Sua vocacionada. É grave, muito grave, esta obrigação da Igreja, de acompanhar, passo a apasso, o crescimento e amadurecimento de tais vocações para o seu serviço, em vista de lhes dar autenticidade, como futuros ministros, diante da comunidade cristã católica. Esta vocações são, para cada um, um selo de Deus, que precisa ser rubricado pela autoridade hierárquica de Sal Igreja neste mundo, e a esta rubrica nada mais pode aposto.

- a resposta do (a) postulante a esses encargos sagrados deve ser tal que, para ser verdadeira e autêntica, deverá se apresentar totalmente despojada de quaisquer desejos de interesses de bens pessoais, por mais nobres que sejam, de quaisquer dignidades, a não ser a dignidade de servir a Cristo Jesus e ao Povo de Deus. Deverá ser motivado apenas pelo único desejo de dar continuidade à obra salvífica do próprio Cristo, que veio para servir e não ser servido, a fim de ‘tudo restaurar em cristo’, ‘omnia instaurari in Christo’, e tudo recapitular no Cristo. Aquele que é sempre o mesmo, ‘ontem, hoje, e por toda eternidade’ (Hb 13, 8)”.[2]





[1] Pe. Gilberto Maria DEFINA. Ordem da Fraternidade Senhor Javé Salvador: Constituições, Regras de Vida e Ordenações de Estudos. São Paulo, 1995, p. 3.
[2] Idem, p. 99-100.

Fraternidade Jesus Salvador: O Seminário

Fraternidade Jesus Salvador: O Seminário

            Abaixo colocamos como nosso Pai-Fundador, Pe Gilberto Maria Defina, sjs, sonhava o Seminário Nossa Senhora de Pentecostes da Fraternidade Jesus Salvador.

             

Objetivo da Obra – “Seu objetivo principal primário é o Louvor de Deus, sob todas as suas formas, a litúrgica, em primeiro lugar; e secundário, - como consequência desse louvor -, a santificação pessoal e comunitária, através da consagração ao Espírito Santo, Deus-Amor”.[1]

“1 – Finalidade do Seminário (...)

- ter um Seminário apropriado para a específica formação espiritual e cultural dos princípios preconizados pela Renovação Carismática Católica, em geral;

- ser, propriamente, um Seminário Renovado, com fisionomia delineada e moldada pelo Sopro do Espírito Santo;

- preparar sacerdotes e leigos (as) aptos a se tornarem missionários (as) e testemunhas do Senhor Jesus;[2]  

- ensinar só o que ensina a Revelação e a Tradição, através dos Santos Padres e do Magistério da Igreja, mesmo na expressão normal e comum de cada dia, das palavras e orientações do Santo Padre, o Papa;

- guardar e defender, por todos os meios e ações e ações, de forma íntegra, o Depóstio da Fé=”Depositum Fidei”;

- obedecer com fé esclarecida e sem contestações, as ordens e orientações das Autoridades constituídas na Santa Igreja, através das Congregações da Santa Sé, da Hierarquia, e principalmente, do Bispo diocesano do lugar e dos sacerdotes como pastores do Povo de Deus.

- formar sacerdotes segundo o Coração de Deus, ungidos pelo seu Espírito, revestidos dos sentimentos de nosso Senhor Jesus Cristo, para pastorear seu povo em meio a um mundo descristianizado e de uma sociedade dessacralizada em extremo;

- formar leigos e leigas igualmente ungidos pelo Espírito Santo, ornados de ministérios que lhes são apropriados e lhes são confiados pela Igreja, para se tornarem o bom odor do Cristo e serem o puro fermento da verdade cristã católica; para implantá-la em seus locais de trabalho; semeando a boa semente do Reino de Deus; palmilhando todos os caminhos da terra, como evangelizadores e missionários e apóstolos do Senhor.

2. Objetivos do Seminário

- Estudar, investigar e transmitir, mais com a Sabedoria de Deus, como diz o Apóstolo, do que a sabedoria do mundo e dos homens, a Teologia e a Filosofia da Igreja Católica, em conexão com as demais ciências sagradas e profanas, visando harmonioso desenvolvimento;

- Refletir filosoficamente sobre a realidade do cristianismo da Igreja universal, e da realidade brasileira, dentro do contexto da Igreja latino-americana.

- Contribuir em favor do Povo de Deus e, em especial, em ajuda à Hierarquia Eclesiástica, no progresso da intelecção da fé e da moral, na promoção das diversas formas de Pastoral, dando-se ênfase especial à pastoral da Renovação Carismática Católica, no enriquecimento e esplendor da Liturgia Sagrada, no ensino particular do Canto Gregoriano, quer em Latim, quer em Vernáculo; no estudo do Grego e de línguas semíticas; na formação humanística de futuros mestre e mestras das ciências sagradas e profana.

I - O Seminário

- O Seminário, meio mais excelente de que a Santa Igreja dispõe para a sementeira, florescimento e amadurecimento das suas vocações, quer sacerdotais, quer religiosas, tem por missão especial por em contato com as energias vivificantes e perenes do Evangelho, jovens e adultos de hoje, que se destinam para os seus ministérios específicos.
            Este povo de Deus ou esta sua Igreja encontra-se no ‘Hoje’ destes nossos dias em uma nova fase de sua histórica trajetória, na qual, mudanças profundas, rápidas, e às vezes, radicais, se estendem por todos os setores da Igreja e do mundo.

-  Nesta perspectiva, o Seminário, como comunidade de formação, conservando necessária e obrigatoriamente seus valores perenes, deve compô-los de modo adequado com as recentes descobertas de vivência em comunidade; ao mesmo tempo, solidificar com firmeza os valores tradicionais provados pela experiência válida de séculos, e introduzir, com discernimento espiritual e humano, os novos elementos que provaram ser autênticos, sempre à luz do Evangelho e da sábia e santa direção do magistério da Igreja. A História da Salvação assim o exige, e o Seminário jamais poderá ser um campo exploratório de certas experiências inócuas e falsas.

- Depois do Concílio de Trento, tratou-se de se fundar uma instituição nova na Igreja para a formação de sacerdotes. E surgiram os Seminários com feição bastante rígida. Na década de sessenta deste século, e principalmente no pós-Vaticano II, muito se mudou e se inovou, parte para o bem, parte para o menos bom e menos digno da formação sacerdotal. Hoje, - e na Fraternidade Jesus Salvador é o que se quer -, trata-se de renovar conceitos e de se olhar o tipo de formação tridentina, e adaptá-los às exigências de uma formação espiritual e pastoral eficazes e próprias neste mundo em transmutação profunda, distanciando-se voluntária e violentamente do centro da história cristã, do próprio  Cristo e de sua Igreja.

- A Fraternidade quer realizar esta proposta de Seminário, em três níveis distintos: Seminário Maior filosófico-teológico; Seminário Propedêutico; Seminário menor. (...)

- Com exceção dos Seminários Menor e Propedêutico, o Seminário Maior admite em suas salas de aula, tanto homens como mulheres, casados e solteiros, porquanto as matérias de estudo com suas disciplinas nos cursos filosóficos e teológicos, serão idênticos para todos. Isto no prédio respectivo deste Seminário Maior.

- Serão, porém, distintos os prédios das moradias:

a) dos sacerdotes, professores, e dos alunos seminaristas que se formam para o sacerdócio ordenado;

b) das religiosas, professoras, e das alunas que se dirigem para a vida consagrada;

c) dos homens, casados e solteiros, que se orientam para o diaconato permanente e os ministérios leigos, a eles apropriados;

d) das mulheres, casadas e solteiras, que se orientam para os ministérios leigos, a elas apropriadas.

- Todos os atos, contudo, serão comunitários, reunindo-se todos nos devidos lugares: capela, auditório, refeitório, etc.

- Os estudos serão de tempo integral, e especificamente, aos que se dirigem para o ministério ordenado”.[3]




[1] Pe. Gilberto Maria DEFINA. Ordem da Fraternidade Senhor Javé Salvador: Constituições, Regras de Vida e Ordenações de Estudos. São Paulo, 1995, p. 3.
[2] Adaptação do nome conforme instrução da Santa Sé.
[3] Pe. Gilberto Maria DEFINA. Ordem da Fraternidade Senhor Javé Salvador: Constituições, Regras de Vida e Ordenações de Estudos. São Paulo, 1995, p. 94-98.

domingo, 18 de agosto de 2013

Atos de piedade oracionais comunitários

Fraternidade Jesus Salvador: Atos de piedade oracionais comunitários

            Abaixo colocamos como nosso Pai-Fundador, Pe Gilberto Maria Defina, sjs, pensava sobre a piedade na Fraternidade Jesus Salvador.

             

Objetivo da Obra – “Seu objetivo principal primário é o Louvor de Deus, sob todas as suas formas, a litúrgica, em primeiro lugar; e secundário, - como consequência desse louvor -, a santificação pessoal e comunitária, através da consagração ao Espírito Santo, Deus-Amor”.[1]

“- nas Casas das Comunidades e
- nas Casas de Formação e Seminários
- no Instituto Missionário Servos de Jesus Salvador
- no Instituto Missionário Servas de Jesus Salvador.[2]

- Em todas as Casas acima mencionadas, ocorrerão, nos mesmos horários e com a mesma regularidade os Atos de Piedade, nunca omitindo do que constar.

- Todos (as) os que permanecem “Em Casa”, estão obrigados a participar dos mesmos atos em seus horários.

- O Prior ou Priora poderá dispensar, por justa causa, mas deverá realizá-los, em particular, no momento oportuno.

- Devendo, por obrigação de apostolado, permanecer um dia inteiro ou mais, fora da Casa de Comunidade, estará sempre obrigado a cumpri-los todos, em qualquer horário, em particular, mesmo que seja ingentes os atos de apostolado. No lugar onde estiver praticando atos apostólicos, é necessário encontrar tempos de oração, mesmo furtando-se de mais atividades, para que todos saibam, a partir do testemunho, que o (a) missionário (a) deve ter seu tempo de abastecimento oracional, para poder prosseguir com fruto o que está a realizar. Salvo o dever de caridade imposto e inesperado, conforme o quer Jesus Cristo e a sua Igreja, para socorrer o que não se pode esperar. Exemplo: atender algum doente em estado grave para lhe oferecer os santos sacramentos. Ninguém, pois, se furte às obrigações (meditações, horas litúrgicas, terço) por ativismo pastoral.

- Quando estes Institutos estiverem disseminados por outros lugares do país ou do exterior, estes atos comunitários oracionais devem seguir os mesmos horários dentro dos fusos horários locais, salvo possíveis impedimentos.

- Coloco, a seguir, alguns cânones do C.D.C., dando-lhes, quando se referem a religiosos, os conceitos como os expressados pela nossa Regra de Vida.

DAS OBRIGAÇÕES E DIREITOS DOS INSTITUTOS E DE SEUS MEMBROS.

-  Cân. 662 Os religiosos tenham como regra suprema da vida o seguimento de Cristo, proposto no Evangelho e expresso nas constituições do próprio instituto.

- Cân. 663 § 1. A contemplação das coisas divinas e a união com Deus pela oração assídua seja o primeiro e principal dever de todos os religiosos.

- Cân. 663 § 2. Os membros, quanto possível, participem todos os dias do sacrifício eucarístico, recebam o santíssimo Corpo de Cristo e adorem o próprio Senhor presente no Sacramento.

- Cân. 663 § 3. Dediquem-se à leitura da sagrada Escritura e à oração mental, celebrem dignamente a liturgia das horas de acordo com as prescrições do direito próprio, mantendo-se para os clérigos a obrigação mencionada no cân. 276 § 2, n. 3, e façam outros exercícios de piedade.

(Nota: para a Ordem dos Servos e das Servas, o Ofício de Leituras das Horas Litúrgicas é obrigatória, a partir dos votos perpétuos o qual pode ser antecipado do dia seguinte, após as Vésperas), além das demais horas do Breviário.

- Cân. 663 § 4. Honrem, mediante culto especial, a Virgem Mãe de Deus, modelo e proteção de toda vida consagrada, também com o rosário mariano.

- Cân. 663 § 5. Observem fielmente os dias do retiro anual.

(Nota: Além do retiro anual, antecedente ao ano letivo, em que devem participar Servos e Servas, em cinco dias de exercícios espirituais, haverá cada mês um dia de retiro, livre de estudos acadêmicos e de outros não condizentes.).

- Cân. 664 Os religiosos se esforcem na sua própria conversão para Deus, façam também todos os dias o exame de consciência e se aproximem freqüentemente do sacramento da penitência.

(Nota: Conforme o Decreto Dum Canonicarum legum (1970), a expressão ‘frequentemente’ significa ‘duas vezes por mês).

(...) – (...) Tais Atos de Piedade são essenciais para a nossa Ordem, mesmo porque exarados no próprio C.D.C., e que também constarão dos atos diários do calendário particular da Ordem dos Servas e das Servas de Jesus Salvador.

- Ao Deus Ótimo Máximo, por Jesus Cristo seu Filho unigênito, e ao seu Espírito Diovino, e pela intecercessão de Nossa Senhora de Pentecostes, dedico quanto escrevi. A pas de Cristo reine em vossos corações. Amém!

São Paulo, 11 de setembro de 1994

Pe Gilberto Maria Defina, OSJS”.[3]








[1] Pe. Gilberto Maria DEFINA. Ordem da Fraternidade Senhor Javé Salvador: Constituições, Regras de Vida e Ordenações de Estudos. São Paulo, 1995, p. 3.
[2] Nomes atuais.
[3] Pe. Gilberto Maria DEFINA. Ordem da Fraternidade Senhor Javé Salvador: Constituições, Regras de Vida e Ordenações de Estudos. São Paulo, 1995, p. 69-71.73.80.

Sob Único e Grande Carisma

Fraternidade Jesus Salvador: Sob Único e Grande Carisma

            Abaixo colocamos como nosso Pai-Fundador, Pe Gilberto Maria Defina, sjs, entendia o carisma da Obra Fraternidade Jesus Salvador.
             

Objetivo da Obra – “Seu objetivo principal primário é o Louvor de Deus, sob todas as suas formas, a litúrgica, em primeiro lugar; e secundário, - como consequência desse louvor -, a santificação pessoal e comunitária, através da consagração ao Espírito Santo, Deus-Amor”[1]

“- Sob único e grande Carisma: o do Louvor de Deus.  É um carisma fundamental: por força de nosso batismo sacramental, que destruiu em nós a mancha do pecado original e nos tornou filhos e filhas de Deus, é que sobrevém, através da Ressurreição do Senhor, a sua promessa: ‘Sereis batizados no Espírito Santo’ (At 1, 4-5).

- A prática deste Louvor de Deus se traduz pelos consagrados irmãos e irmãs salvistas, ‘perseverando na doutrina dos Apóstolos, nas reuniões em comum, na fração do pão e nas orações’ (At 2, 42); na fraternidade e na partilha, santificação pessoal e comunitária; no apostolado dos carismas da Renovação Carismática, através da Ordem da fraternidade.

- O que nos leva a este constante louvor divino é a procura do ‘Único Necessário’ em nossa vida; é estar com Deus, pois nele mergulhados, ‘vivemos, respiramos e existimos’, pois, ‘tudo Ele criou para a sua glória’. Nestes tempos, que são os nossos tempos, àqueles que entendem os sinais dos tempos que Ele mesmo nos quer mostrar, reserva-nos maravilhas para o nosso espírito. Ao lado de um mundo que se dessacraliza, anticristão, vivendo toda a impiedade da idolatria, em que se blasfema o Nome santo do Senhor, em que ‘se levantam os reis da terra e os príncipes se reúnem em conselho contra o Senhor e contra o seu Cristo’ (Sl 2, 1s), o clarão do seu Espírito Santo vem ‘renovar a face da terra’. Então, poderemos exclamar: ‘E nós vimos a sua glória, a glória que um Filho único recebe de seu Pai, cheio de graça e de verdade. Todos nós recebemos de sua plenitude, graça sobre graça’. (Jo 1, 14-16).

- Sob este único e grande carisma do Louvor de Deus, cláusula pétrea desta Ordem, agrupam-se como dons necessários outros carismas. E um dos que mais nos importamos é guardar com toda a fidelidade o ‘Depósito da Fé’, que os Apóstolos e seus sucessores nos transmitiram, a Tradição os conserva e o Magistério da Igreja nos dá a conhecer, crer e amar.

- Guardar o Depósito da Fé, significa em primeiro lugar; a adesão incondicional ao magistério do Sumo pontífice, o Papa, mesmo através de seus ensinamentos comuns e normais. Reter a a sua palavra e defendê-la. Pois, é-nos preferível, se fosse o caso, errar com o Papa, do que acertar com a multidão. A multidão não tem nome, mas a Santa Igreja tem um rosto, o de Cristo Senhor. Não devemos ceder o mínimo de terreno a tal respeito, por mais que os tempos sejam maus e muitas sibilas nos sussurrem aos ouvidos: esses tempos já estão ultrapassados, os ventos são novos, este mundo não tem volta, esqueçam a cristandade...

- Pelo que, aos que nesta Ordem do Senhor Jesus Salvador emitirem votos, mesmo se temporários, por dever de regra de vida, além dos votos de castidade, pobreza e obediência, deverão emitir um quarto voto em especial: o de obediência formal, efetiva e afetiva, ao Santo Padre, o Papa, às suas palavras e escritos, e como se afirmou, mesmo em se tratando de seu magistério normal e comum. Aliás, o terceiro voto, o da obediência, em si já encerra tal conteúdo.

- Deve servir como corolário decorrente a este quarto voto, a obediência às normas e instruções emanadas das Congregações da Cúria Roma ou Dicastérios, como a um Senado do Romano Pontífice, que auxilia o Papa no governo de toda a Santa Igreja. Não se façam, nem se ouçam comentários dissonantes das orientações da Santa Sé. Se o nosso entendimento não alcança suas determinações, alcance-as nossa fé, obediência e humildade. ‘Vigiai! Sede firmes na fé! Sede homens! Sede fortes! Tudo o que fazeis, fazei-o na caridade’ (1 Cor 16, 13).

- O Depósito da Fé abrange de modo igual: as Sagradas Escrituras, a Santa Tradição e o Santo Magistério da Igreja Católica. A obediência ao magistério papal é, em resumo, expressão e síntese de quanto a nossa Igreja Santa, Católica e Apostólica crê e ensina em razões relativas à Bíblia, como Palavra de Deus; à Tradição, como verdades independentes do tempo e do espaço eclesial; e em tudo quanto se retira a questões de Doutrina e de Moral.

- Assim sendo, todas as instituições desta Fraternidade devem aplicar-se assiduamente à leitura, ensino, estudo e prática dos documentos e ditames das Congregações da Cúria Romana; às suas interpretações bíblicas; e principalmente, às Encíclicas papais e em tudo quanto o Santo Padre empenhe seu específico magistério.

- Devem aplicar-se à leitura e estudo da Patrística e da Patrologia e aos Santos Doutores e Doutoras da Igreja, desde os inícios da Tradição cristã.

- Conhecimento adequado das últimas Encíclicas e de importantes documentos dos Papas deste século XX, de modo especial, as cristológicas, pneumatológicas, marianas e de sua doutrina social, a partir da Rerum Novarum, do Papa Leão XIII.

- Exige-se, de modo fundamental, o ensino, o estudo e a prática de quanto é ensinado pelo Catecismo da Igreja Católica, da conseqüente Encíclica Veritaris Splendor, e da carta apostólica Ordinatio Sacerdotalis.

- Devem ser conhecidos suficientemente os documentos e as instruções dos diversos Dicastérios da Cúria Romana relativos à Vida Consagrada (Institutos Religiosos e Seculares), às Sociedades de Vida Apostólica, e entre outros: Pastores Dabo Vobis, Ministério e Vida do Presbítero, Sabedoria Cristã, (acerca do Ensino nas Faculdades eclesiásticas), a Liturgia nos Seminários, Christifideles Laici, Domninum et Vivificantem, (sobre o Espírito Santo na Vida da Igreja e no Mundo), Optatam Totium, Marialis Cultus, Redemptoris Mater, etc.

- O que está acima exposto (5 itens anteriores), vale como norma obrigatória desta Regras de Vida. Praticados fossem tais ensinamentos da Santa Igreja, julgo não se precisaria, praticamente, escrever uma regra de vida. Bastaria transcrevê-los, simplesmente”.[2]






[1] Pe. Gilberto Maria DEFINA. Ordem da Fraternidade Senhor Javé Salvador: Constituições, Regras de Vida e Ordenações de Estudos. São Paulo, 1995, p. 3.
[2] Pe. Gilberto Maria DEFINA. Ordem da Fraternidade Senhor Javé Salvador: Constituições, Regras de Vida e Ordenações de Estudos. São Paulo, 1995, p. 37-39.

A LIBERDADE E LOUVOR DE DEUS COMO FIM ÚLTIMO DO HOMEM

    INSTITUTO SUPERIOR DE FILOSOFIA E TEOLOGIA SÃO BOAVENTURA     DANIEL RIBEIRO DE ARAÚJO                   ...