domingo, 18 de agosto de 2013

Sob Único e Grande Carisma

Fraternidade Jesus Salvador: Sob Único e Grande Carisma

            Abaixo colocamos como nosso Pai-Fundador, Pe Gilberto Maria Defina, sjs, entendia o carisma da Obra Fraternidade Jesus Salvador.
             

Objetivo da Obra – “Seu objetivo principal primário é o Louvor de Deus, sob todas as suas formas, a litúrgica, em primeiro lugar; e secundário, - como consequência desse louvor -, a santificação pessoal e comunitária, através da consagração ao Espírito Santo, Deus-Amor”[1]

“- Sob único e grande Carisma: o do Louvor de Deus.  É um carisma fundamental: por força de nosso batismo sacramental, que destruiu em nós a mancha do pecado original e nos tornou filhos e filhas de Deus, é que sobrevém, através da Ressurreição do Senhor, a sua promessa: ‘Sereis batizados no Espírito Santo’ (At 1, 4-5).

- A prática deste Louvor de Deus se traduz pelos consagrados irmãos e irmãs salvistas, ‘perseverando na doutrina dos Apóstolos, nas reuniões em comum, na fração do pão e nas orações’ (At 2, 42); na fraternidade e na partilha, santificação pessoal e comunitária; no apostolado dos carismas da Renovação Carismática, através da Ordem da fraternidade.

- O que nos leva a este constante louvor divino é a procura do ‘Único Necessário’ em nossa vida; é estar com Deus, pois nele mergulhados, ‘vivemos, respiramos e existimos’, pois, ‘tudo Ele criou para a sua glória’. Nestes tempos, que são os nossos tempos, àqueles que entendem os sinais dos tempos que Ele mesmo nos quer mostrar, reserva-nos maravilhas para o nosso espírito. Ao lado de um mundo que se dessacraliza, anticristão, vivendo toda a impiedade da idolatria, em que se blasfema o Nome santo do Senhor, em que ‘se levantam os reis da terra e os príncipes se reúnem em conselho contra o Senhor e contra o seu Cristo’ (Sl 2, 1s), o clarão do seu Espírito Santo vem ‘renovar a face da terra’. Então, poderemos exclamar: ‘E nós vimos a sua glória, a glória que um Filho único recebe de seu Pai, cheio de graça e de verdade. Todos nós recebemos de sua plenitude, graça sobre graça’. (Jo 1, 14-16).

- Sob este único e grande carisma do Louvor de Deus, cláusula pétrea desta Ordem, agrupam-se como dons necessários outros carismas. E um dos que mais nos importamos é guardar com toda a fidelidade o ‘Depósito da Fé’, que os Apóstolos e seus sucessores nos transmitiram, a Tradição os conserva e o Magistério da Igreja nos dá a conhecer, crer e amar.

- Guardar o Depósito da Fé, significa em primeiro lugar; a adesão incondicional ao magistério do Sumo pontífice, o Papa, mesmo através de seus ensinamentos comuns e normais. Reter a a sua palavra e defendê-la. Pois, é-nos preferível, se fosse o caso, errar com o Papa, do que acertar com a multidão. A multidão não tem nome, mas a Santa Igreja tem um rosto, o de Cristo Senhor. Não devemos ceder o mínimo de terreno a tal respeito, por mais que os tempos sejam maus e muitas sibilas nos sussurrem aos ouvidos: esses tempos já estão ultrapassados, os ventos são novos, este mundo não tem volta, esqueçam a cristandade...

- Pelo que, aos que nesta Ordem do Senhor Jesus Salvador emitirem votos, mesmo se temporários, por dever de regra de vida, além dos votos de castidade, pobreza e obediência, deverão emitir um quarto voto em especial: o de obediência formal, efetiva e afetiva, ao Santo Padre, o Papa, às suas palavras e escritos, e como se afirmou, mesmo em se tratando de seu magistério normal e comum. Aliás, o terceiro voto, o da obediência, em si já encerra tal conteúdo.

- Deve servir como corolário decorrente a este quarto voto, a obediência às normas e instruções emanadas das Congregações da Cúria Roma ou Dicastérios, como a um Senado do Romano Pontífice, que auxilia o Papa no governo de toda a Santa Igreja. Não se façam, nem se ouçam comentários dissonantes das orientações da Santa Sé. Se o nosso entendimento não alcança suas determinações, alcance-as nossa fé, obediência e humildade. ‘Vigiai! Sede firmes na fé! Sede homens! Sede fortes! Tudo o que fazeis, fazei-o na caridade’ (1 Cor 16, 13).

- O Depósito da Fé abrange de modo igual: as Sagradas Escrituras, a Santa Tradição e o Santo Magistério da Igreja Católica. A obediência ao magistério papal é, em resumo, expressão e síntese de quanto a nossa Igreja Santa, Católica e Apostólica crê e ensina em razões relativas à Bíblia, como Palavra de Deus; à Tradição, como verdades independentes do tempo e do espaço eclesial; e em tudo quanto se retira a questões de Doutrina e de Moral.

- Assim sendo, todas as instituições desta Fraternidade devem aplicar-se assiduamente à leitura, ensino, estudo e prática dos documentos e ditames das Congregações da Cúria Romana; às suas interpretações bíblicas; e principalmente, às Encíclicas papais e em tudo quanto o Santo Padre empenhe seu específico magistério.

- Devem aplicar-se à leitura e estudo da Patrística e da Patrologia e aos Santos Doutores e Doutoras da Igreja, desde os inícios da Tradição cristã.

- Conhecimento adequado das últimas Encíclicas e de importantes documentos dos Papas deste século XX, de modo especial, as cristológicas, pneumatológicas, marianas e de sua doutrina social, a partir da Rerum Novarum, do Papa Leão XIII.

- Exige-se, de modo fundamental, o ensino, o estudo e a prática de quanto é ensinado pelo Catecismo da Igreja Católica, da conseqüente Encíclica Veritaris Splendor, e da carta apostólica Ordinatio Sacerdotalis.

- Devem ser conhecidos suficientemente os documentos e as instruções dos diversos Dicastérios da Cúria Romana relativos à Vida Consagrada (Institutos Religiosos e Seculares), às Sociedades de Vida Apostólica, e entre outros: Pastores Dabo Vobis, Ministério e Vida do Presbítero, Sabedoria Cristã, (acerca do Ensino nas Faculdades eclesiásticas), a Liturgia nos Seminários, Christifideles Laici, Domninum et Vivificantem, (sobre o Espírito Santo na Vida da Igreja e no Mundo), Optatam Totium, Marialis Cultus, Redemptoris Mater, etc.

- O que está acima exposto (5 itens anteriores), vale como norma obrigatória desta Regras de Vida. Praticados fossem tais ensinamentos da Santa Igreja, julgo não se precisaria, praticamente, escrever uma regra de vida. Bastaria transcrevê-los, simplesmente”.[2]






[1] Pe. Gilberto Maria DEFINA. Ordem da Fraternidade Senhor Javé Salvador: Constituições, Regras de Vida e Ordenações de Estudos. São Paulo, 1995, p. 3.
[2] Pe. Gilberto Maria DEFINA. Ordem da Fraternidade Senhor Javé Salvador: Constituições, Regras de Vida e Ordenações de Estudos. São Paulo, 1995, p. 37-39.

sábado, 17 de agosto de 2013

Sonhos de nosso Pai-Fundador: A Escola do Louvor de Deus

Fraternidade Jesus Salvador: sonhos de nosso Pai-Fundador
A Escola do Louvor de Deus

            Abaixo colocamos algumas observações de nosso Pai-Fundador, Pe Gilberto Maria Defina, sjs sobre alguns aspectos e desejos sobre a Fraternidade Jesus Salvador.
             

Objetivo da Obra – “Seu objetivo principal primário é o Louvor de Deus, sob todas as suas formas, a litúrgica, em primeiro lugar; e secundário, - como consequência desse louvor -, a santificação pessoal e comunitária, através da consagração ao Espírito Santo, Deus-Amor”.[1]


“- Acreditamos que, sendo Obra do Espírito de Deus, a Fraternidade[2] só pode ter a Ele como dono e Senhor. É propriedade do Senhor (...). Por isso, esta Fraternidade poderá ser conduzida por homens e mulheres sobre os quais paire o Espírito do Senhor, nunca porém, dela usando em benefício exclusivo, pois a Obra do Senhor (...) não lhes pertence, nem sequer está vinculada a um determinado Grupo de Oração, por mais carismático que o seja!

(...)

- Os que trabalham para que esta Fraternidade se torne assim acolhedora, desejam que neles acreditem que assim o será, pela divina graça de Deus e Senhor (...).

- (...) todos reunidos para um só fim: o Louvor de Deus, e com isso alcançar o que Ele quer: ‘Sede santos porque Eu, vosso Deus, sou santo’.

- A Fraternidade Senhor Jesus Salvador como sua Obra estará atenta constantemente aos sinais dos tempos, desejando que se perpetue através dela em sua existência, o derramamento do Espírito santo de Deus, que o Seu Amor Misericordioso, como em Novo Pentecostes, derramou nos corações de muitos cristãos desta geração. E para que isto continue acontecendo através dos tempos vindouros, seus servos e servas se reúnem numa Fraternidade de Amor ao Senhor (...), em Aliança com Ele, a fim de que não se perca, pela segunda vez, (ao menos na forma como Ele se apresenta a nós hoje), a Sua presença sensível, através de sinais, de prodígios e milagres, como outrora se manifestou, para seu crescimento e sustentação, nos primórdios de sua Igreja.

- Uma vez constituída e firmada em seus autênticos carismas, se for da vontade divina, manifestada através de Sua s inspirações, esta Fraternidade poderá desdobrar-se, dentro da mesma, em outras feições ou grupos que configurem intituições ede caráter comunitário, tais como:
- Institutos Religiosos (masculino/feminino)
- Institutos Seculares (masculino/feminino)
- Instituto de Vida Apostólica, ou outros.
Tais institutos poderão formar-se e viver comunitariamente em residências separadas, em terrenos da Fraternidade e alhures, conforme o Espírito os inspirar.

- É de capital importância e ‘conditio sine qua non’, ou seja, condição sem a qual não, que esta (...) Fraternidade Jesus Salvador, conforme foi por Ele inspirada, tenha obrigatoriamente o seu próprio Seminário Maior filosófico-teológico, pois, em virtude de seus peculiares carismas, possam os seus estudantes exercitarem-nos com a necessária liberdade, de acordo com as inspirações do Santo espírito, e debaixo da observância e obediência de seu Moderador Maior (Prior da Obra) e do Sr. Bispo Diocesano, onde a Fraternidade vier a existir e se fixar (...).

- Esta Fraternidade, conforme inspirada e querida pelo Senhor, só terá pleno sentido, se este Seminário Maior tornar-se realidade e ser a irradiação de toda esta Obra do Senhor (...).

- Escola do Louvor de Deus
A- Dentre as disciplinas que irão compor o Currículo de Estudos do Curso Superior de Teologia do Seminário Maior da (...) Fraternidade Jesus Salvador constarão estudos específicos de formação espiritual e doutrinal da escola de Discípulos e Ministros do reino de Deus, não propriamente visando técnicas de pregação (Retórica) e evangelização, mas de formação de Ungidos do Senhor.
- Ungidos ou cristos formarão uma escola de preparação condigna para que os futuros obreiros da Vinha do Senhor se tornem homens e mulheres apostólicos. Formará esta Escola sobretudo pessoas capazes espiritualmente e moralmente de anunciar com desassombro o Evangelho do Cristo, Del serem testemunhas e se preciso, por Ele sofrerem o martírio.
- Esta Escola preparará leigos e leigas para se tornarem aptos, em todos os sentidos, de ser Coordenadores, Pregadores, Conselheiros, Ministros, Missionários da Palavra e da Eucaristia, para os diversos ministérios leigos, e deverá ter eles Diáconos permanentes, a fim de que, os acima citados ministérios possam eles animarem, servirem e santificarem juntamente com os sacerdotes, o Povo de Deus, por todas as partes.
- A preparação de tais ministros e ministérios exigirá deles um longo tempo de 4 (quatro) anos de formação e de estudos semelhantes aos dos sacerdotes. Desta escola sairão leigos e leigas teólogos teóricos e práticos para o bem da Santa Igreja. Alguns poderão receber a ordenação de diáconos permanente, acólitos e leitores, pelo Sr. Bispo Diocesano; e para outros, o “Envio Missionário”, realizados durante a Santa Missa festiva.
B- Igualmente, o Currículo de Estudos terá uma Disciplina singular: formará, à parte, uma Escola do Louvor de Deus, pois que assim a Fraternidade, em seu Carisma essencial, se move, respira e tem existência: a glorificação de Deus. Só a glória de Deus interessa à (...) Fraternidade Jesus Salvador.
(...)
- Sendo esta uma Obra do Senhor (..), sentimos que Cristo Jesus e a Virgem Maria não nos deram nas mãos uma Obra completa e com seus contornos perfeitos. Apenas estamos nos colocando à disposição da Vontade do Senhor, que ainda não nos inspirou tudo o que estes Sagrados Corações tem em vista para a Sua e nossa Fraternidade. Sejamos humildes na espera de quanto Eles querem desta Obra do Senhor (...). Os que sentirem intimamente atraídos, ainda que surpresos pelo tamanho da tarefa, e apostarem suas esperanças ‘no quanto é bom e doce é o Senhor’, com certeza não ficarão, de forma alguma, decepcionados.
- ‘Isto é Obra do Senhor. Ele é maravilhoso’. ‘A Esperança não decepciona’, nos diz São Paulo”.[3]




[1] Pe. Gilberto Maria DEFINA. Ordem da Fraternidade Senhor Javé Salvador: Constituições, Regras de Vida e Ordenações de Estudos. São Paulo, 1995, p. 3.
[2] O nome da Obra é colocado como atualmente se chama “Fraternidade Jesus Salvador”.
[3] Pe. Gilberto Maria DEFINA. Ordem da Fraternidade Senhor Javé Salvador: Constituições, Regras de Vida e Ordenações de Estudos. São Paulo, 1995, p. 24-28.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Sobre o Louvor de Deus - Pe Gilberto

Fraternidade Jesus Salvador: Louvor de Deus

            Abaixo colocamos como nosso Pai-Fundador, Pe Gilberto Maria Defina, sjs, entendia o carisma da Obra Fraternidade Jesus Salvador.
             

Objetivo da Obra – “Seu objetivo principal primário é o Louvor de Deus, sob todas as suas formas, a litúrgica, em primeiro lugar; e secundário, - como consequência desse louvor -, a santificação pessoal e comunitária, através da consagração ao Espírito Santo, Deus-Amor”[1]

“1. Objetivo principal primário: Louvor de Deus.
O objetivo de uma ação ou de uma pessoa, no caso, de uma pessoa jurídica como é a Fraternidade, pode ser o mesmo que sua finalidade. Aqui, porém, há razão para distingui-los. Pode servir também de meio, tal objetivo desta Obra. Mas também aqui se quer separá-la da finalidade e do meio. A distinção procede da razão essencial da Fraternidade e da Obra do Senhor Jesus: o Louvor de Deus.
- Finalidades, meios e modos empregados em todos os atos e movimento da Fraternidade se resumem como que, essencialmente, no Louvor de Deus.
- Portanto, o objetivo primário é o Louvor de Deus. Seria preciso aos carismáticos, aos irmãos e irmãs salvistas, apor razões e justificativas? Não há sequer um que siga os caminhos da RCC que se lhe precise explicar a essencialidade da mesma Renovação: tudo reside na glória de Deus e para a sua glória Ele tudo criou. No louvor a Deus está implícita toda a Adoração, o Agradecimento e amor que Lhe são devidos como Divindade Uma e Trina. E por meio deste louvor é que nos advêm, pelo seu Espírito, todo o bem e salvação e cura, toda a Graça.

2. O Objetivo secundário: a santificação pessoal e da comunidade.
- ele nos vem, este objetivo secundário, precisamente, através do objetivo primário: do louvor a Deus nos vem a santificação pessoal e a santificação de toda a comunidade na qual se vive e se trabalha.
- O louvor a Deus necessariamente santifica a quem O louva: é um corolário teológico. E quanto maior e mais constante a louvação que alguém Lhe tribute, maiores serão as graças e favores derramados; maior e mais sublime e mais elevada é a santificação dessa pessoa e dessa comunidade.
- Esta santificação procede da nossa consagração à Pessoa Divina do Espírito Santo. Ele opera hoje Ana Santa Igreja, a partir, de modo formal e distinto, do dia do advento de Pentecostes.
- Os renovados pela ação do batismo no Espírito Santo dão-lhe toda adoração, e Dele recebem tudo o que agora são.
- A transformação em nossas vidas, que o Pai e o Filho operam em nós, é-nos dada através do Espírito Santo. E podemos dizer com toda a fé e com toda a segurança teológica que agora, desde o nosso batismo sacramental quando crianças, tudo quanto recebemos do mesmo Pai e do mesmo Filho, só nos advém das operações de seu Espírito santo. Tudo quanto pedimos ao Pai Eterno e a seu Filho Eterno, Jesus Cristo, passa-nos só através do Espírito Santo. A ‘descoberta’ que os da Renovação fizeram, foi justamente colocar em evidência, para toda a Igreja, essa verdade, que estava um tanto esquecida entre os cristãos de ontem e ainda o é de hoje, para muitos;
- Por conseguinte, a Fraternidade Jesus Salvador é a Ele, Espírito Santo, totalmente consagrada. É padroeiro e patrono desta fraternidade. E será cultuado de maneira singular em três ocasiões  do calendário litúrgico: Anunciação do Senhor, Batismo do senhor e Pentecostes. Na Anunciação do Senhor, é Ele que nos gera Jesus  no seio imaculado de Maria; no Batismo do Senhor, é Ele que ‘santifica’ Jesus e O envia a evangelizar o Reino; em Pentecostes, é Ele mesmo que vem a nós como o Enviado (=Apóstolo) de Jesus; vem para santificar a sua Igreja, para preparar a ‘Noiva (= nós) do Cordeiro’, através dos séculos, até à Parusia. O Espírito Santo liga e une e acompanha, passo a passo, toda a existência de Jesus sobre a Terra: desde  a sua geração, passando pela sua vida, através do batismo, e concluindo-a até a Ascensão. Por isso é que ‘Jesus exultou de alegria no Espírito Santo’ (Lc 10, 21), e será sempre, em sua vida, ‘conduzido pelo Espírito’ (Mt 4, 1), até que por esse ‘Espírito que dá testemunho ao nosso espírito de que somos filhos de Deus, nos faça clamar: Abbá = Papai’ (Rm 8, 15-16), e que ‘intercede por nós com gemidos inefáveis. É Aquele que prescruta os corações, sobre o que deseja o Espírito, o qual intercede pelos santos (= cristãos), segundo Deus’ (Rm 8, 26-27).

O Esplendor Litúrgico

- Observe-se o que vai assinalado no objetivo primário: que este Louvor de deus seja dado, principalmente, através de formas litúrgicas da Sagrada Liturgia da Santa Igreja Católica. Haverá lugar adiante, que disso se trate mais longamente. Desde já, porém, deve dizer-se que a Fraternidade empregará e usará de todo o esplendor litúrgico para tal louvor a Deus, no uso apropriado das vestes, objetos, cantos, no desenvolvimento harmonioso do rito e das rubricas, no uso mesmo do Latim e do Canto Gregoriano, quando isto for útil e apropriado para tal louvor a Deus e para edificação dos fiéis”.[2]




[1] Pe. Gilberto Maria DEFINA. Ordem da Fraternidade Senhor Javé Salvador: Constituições, Regras de Vida e Ordenações de Estudos. São Paulo, 1995, p. 3.
[2] Pe. Gilberto Maria DEFINA. Ordem da Fraternidade Senhor Javé Salvador: Constituições, Regras de Vida e Ordenações de Estudos. São Paulo, 1995, p. 16-18.

Crescimento Doutrinal

Fraternidade Jesus Salvador: Crescimento Doutrinal

            Abaixo colocamos como nosso Pai-Fundador, Pe Gilberto Maria Defina, sjs, entendia o crescimento doutrinário dentro Obra Fraternidade Jesus Salvador.
              

Objetivo da Obra – “Seu objetivo principal primário é o Louvor de Deus, sob todas as suas formas, a litúrgica, em primeiro lugar; e secundário, - como consequência desse louvor -, a santificação pessoal e comunitária, através da consagração ao Espírito Santo, Deus-Amor”[1]

“O Crescimento doutrinário
- Em dois sentidos poderá tomar-se tal crescimento:
a) crescimento pessoal e/ou grupal
b) crescimento doutrinário (estudos aprofundados = Seminários)

a) crescimento pessoal e/ou grupal:
- Trata-se aqui daquelas pessoas que participam da RCC em seus grupos de oração e nestes desejam crescer doutrinalmente; (...) Mas Ele (Deus) quer que avancemos nos conhecimento da doutrina para nos tornamos mais aguerridos, mais preparados para transmitir a Palavra Divina, com mais conhecimento e propriedade; primeiro, para si próprio e próprio aproveitamento, e segundo, para passá-la adiante, com toda a pureza e sadia doutrinação aos demais irmãos, aos amigos, ao povo;

b) crescimento doutrinário: Estudos aprofundados.
- Para os que desejam estudos mais aprofundados das verdades da Doutrina Católica (...) Um estudo da Teologia, em sua três grandes partes: Teologia Dogmática, Teologia Moral, Teologia Ascética e Mística. Em outros escritos sobre Teologia Católica, essas divisões acima ditas se revestem de outras terminologias. Fundamentalmente é o mesmo. (...)

SEMINÁRIOS: Seminário Maior, Propedêutico e Menor
- Para se atender o que foi dito sob a letra “b” (= crescimento comunitário), a Fraternidade se prepara para levantar dois ou mais edifício: o Seminário Propedêutico, para estudos supletivos; e o Seminário Maior, onde estudarão os adultos, Filosofia e Teologia. (...) Todo um esquema de programação em calendário, seja na parte concedida aos estudos, seja na parte dos atos espirituais de comunidade e de formação, tudo será pré-determinado para ser cumprido com ordem e regularidade.
(...) precisa-se hoje, urgentemente, de se voltar ao esquema de formação dos antigos seminários, não os copiando servilmente, mas localizando-os em nosso tempo, não fechados por completo, nem abertos em demasia; sempre, porém, no espírito com que foram formados os sacerdotes daqueles tempos.

(...)
- Seminaristas diocesanos e de casas religiosas estudarão junto com leigos e leigas as mesmas disciplinas, e praticarão em conjunto os mesmos atos comunitários. Nisto serão formados todos igualmente. Alguns estudos e atos comunitários poderão ser diferenciados em virtude de especializações.

ARRAIAL DA FRATERNIDADE

- Para tudo quanto se disse acima, e desde o início, esta Fraternidade estará preparada para congregar a todos os irmãos e irmãs salvistas em lugar bem espaçoso, que no traçado da Obra se denomina curiosamente, de “Arraial da Fraternidade”, apropriada para vários eventos, e no caso, para uso da “Comunidade de Aliança Senhor Jesus”.[2]




[1] Pe. Gilberto Maria DEFINA. Ordem da Fraternidade Senhor Javé Salvador: Constituições, Regras de Vida e Ordenações de Estudos. São Paulo, 1995, p. 3.
[2] Pe. Gilberto Maria DEFINA. Ordem da Fraternidade Senhor Javé Salvador: Constituições, Regras de Vida e Ordenações de Estudos. São Paulo, 1995, p. 12-15.

Crescimento Espiritual

Fraternidade Jesus Salvador: Crescimento Espiritual

            Abaixo colocamos como nosso Pai-Fundador, Pe Gilberto Maria Defina, sjs, entendia a inspiração primeira da Obra Fraternidade Jesus Salvador e o crescimento espiritual dentro da Obra.
              

Objetivo da Obra  – “Seu objetivo principal primário é o Louvor de Deus, sob todas as suas formas, a litúrgica, em primeiro lugar; e secundário, - como consequência desse louvor -, a santificação pessoal e comunitária, através da consagração ao Espírito Santo, Deus-Amor”[1]

“O Senhor IHWH que adoramos como Deus e Senhor, quer da Antiga quer da Nova Aliança, deve ser tomado, por esta Fraternidade no sentido do IHWH Encarnado, tornado para nós, o Cristo de Deus, IHWH que veio para nos salvar e viver entre nós, - Deus conosco-, na realidade da nossa própria carne, da nossa humanidade; IHWH, Deus e Homem, não já um Senhor IHWH longínquo, mas um IHWH próximo, junto de nós, feito carne igual a nós, exceto o pecado”.[2]

“O Crescimento espiritual:
- (...) o que significam, propriamente, promover o crescimento espiritual e doutrinário de seus membros, conforme já se pode agora dizer, dos irmãos e das irmãs salvistas, ou de servos (as) salvistas.[3]
- Em nossa Santa Igreja, através dos séculos, e desde os seus primórdios, já na Igreja primitiva, os cristãos gozavam da presença entre eles de grandes mestres e mestras da autêntica espiritualidade cristã. Vejam, no princípio, os Apóstolos e Evangelistas, um Pedro e um Paulo, um Mateus e um João, o discípulo amado, um Barnabé, apóstolo, Marcos e Lucas, Timóteo e Tito, Priscila, homens e mulheres de grande projeção e envergadura dos inícios da evangelização. Vejam Inácio, Policarpo, Justino, Clemente ( o 4º papa, a partir de São Pedro). Vejam depois homens e mulheres, estes nomeados mesmo  na Oração Eucarística I, ou seja, no Cânon Romano, já celebrado nas Santas Missas, desde antes do ano 450 da era cristã. Vejam os santos monges e abades (=pais), cujas fundações de suas Ordens ainda hoje trabalham entre nós. Vejam Antão, Bento (=beneditinos) e Agostinho (=agostinianos). Não vamos nomear os grandes patriarcas d Idade Média: seria lista interminável. E em nosso tempo? Pois bem, todos nos legaram vidas e escolas de espiritualidade, muitíssimas e diferentes, mas todas, aprovadas pelos fiéis de todos os tempos e aprovadas pela Santa Igreja, como meios utilíssimos para se caminhar na promoção pessoal e comunitária daqueles e daquelas que querem algo mais em suas vidas, uma vida de pleno amor e serviço a Deus. Porque, pois um outro caminho, se existem tantos à nossa escolha?
- Em cada tempo e em cada época mudam-se, ao menos em parte, as circunstâncias e as necessidades espirituais, características desses momentos históricos. Há menos de trinta anos atrás não existia na Igreja, o que hoje já nos parece tão antigo, um relacionamento espiritual que deixa de ser simples movimento para torna-se uma renovação na pastoral eclesial, dentro da própria corporação eclesial: a Renovação Carismática Católica, ou outro nome que lhe explique essa realidade; espalhada pelo mundo católico pelo poder do Espírito Santo, e isto em tão pouco espaço de tempo. Os Sagrados Corações de Jesus e de Maria, através de fatos e sinais bem conhecidos e constantemente multiplicados, estão com pressa. Querem salvar, para o Pai o maior número de seus filhos, num mundo que se despedaça pelas forças do Maligno. Não precisamos nos deter neste ponto, nem são necessários aqui maiores esclarecimentos;
- O que se precisa dizer é que há necessidade hoje de novos conhecimentos e de outros apetrechos na área da espiritualidade, a fim de se agir e de se orar com maior propriedade no campo de luta que o Senhor ora nos propõe. E muitos deles, de antemão, os carismáticos já o conhecem. É preciso aperfeiçoamento e constância;
- Haverá toda uma caminhada renovada para se alcançar tal fim; haverá toda uma disciplina diferenciada e uma obediência específica; e deverá haver local e espaço para esgrima e afiar de espadas para a luta, revestidos com a couraça do Espírito; e deverá haver também aulas, dias e horários assinalados para muita exercitação do próprio espírito, alma e corpo, como quer o Apóstolo, para prática da mística e da ascese apropriadas para tanto, através de uma vida plena de entrega a Jesus Cristo; cada alma e coração, dentro de suas capacidades e próprias limitações físicas, psíquicas e espirituais, sempre compreensíveis e bem compreendidas;
 - Há, pois, como otimizar sempre essa espiritualidade carismática, por onde se aprende melhores formas de se orar e de se agir e de se utilizar dos carismas concedidos pelo Espírito de Deus, com o mínimo de possíveis enganos, erros e desvios. Para isso, rogue-se fervorosamente, a fim de que mestres e mestras nos sejam escolhidos e indicados pelo Dedo de Deus, de seu Santo Espírito, que é o ‘Digitus paternae dexterae”.[4]




[1] Pe. Gilberto Maria DEFINA. Ordem da Fraternidade Senhor Javé Salvador: Constituições, Regras de Vida e Ordenações de Estudos. São Paulo, 1995, p. 3.
[2] Ibidem, p. 10.
[3] Salvista como atualmente são denominados.
[4] Pe. Gilberto Maria DEFINA. Ordem da Fraternidade Senhor Javé Salvador: Constituições, Regras de Vida e Ordenações de Estudos. São Paulo, 1995, p. 10-12.

Uma obra carismática: Fraternidade Jesus Salvador

Fraternidade Jesus Salvador: uma obra carismática

            Abaixo colocamos como nosso Pai-Fundador, Pe Gilberto Maria Defina, sjs, entendia a dimensão carismática da Obra Fraternidade Jesus Salvador, em todos os seus ramos.

Objetivo da Obra – “Seu objetivo principal primário é o Louvor de Deus, sob todas as suas formas, a litúrgica, em primeiro lugar; e secundário, - como consequência desse louvor -, a santificação pessoal e comunitária, através da consagração ao Espírito Santo, Deus-Amor”[1]

1.      Porque acredita que os carismas ou dons enunciados nas Escrituras, em especial ICoríntios 12, 13 e 14 e os frutos do Espírito, em especial Gal 5,22-25, podem hoje de novo acontecer nos que invocam e esperam, pelo mesmo Espírito Santo, um novo Pentecostes em suas vidas de cristãos.
2.      Porque acredita e confia mais na ação direta e na união do Espírito, do que na capacidade dos homens e de suas refinadas técnicas.
3.      Porque acredita e confia mais nas inspirações divinas, amando a Palavra de Deus na Bíblia, tendo-a como companheira e nela meditando dia e noite.
4.      Porque obedece, como Cristo obediente até à morte e morte de cruz, na perfeita obediência a Deus Pai, e por isso, na obediência filial à Santa Igreja e à sua Hierarquia.
5.      Porque, obedecendo ao seu Senhor e à sua Igreja, dá testemunho do Evangelho, sem medo nem covardia.
6.      Porque vive os mistérios de Deus e de seu Cristo no Espírito, por meio dos Sacramentos recebidos com freqüência, na participação do Santo Sacrifício da Missa e da confissão pessoal, nas orações, sacrifícios e jejuns freqüentes, nas visitas aos doentes e mais atos de misericórdia cristã, no testemunho pessoal de suas vidas, edificando o povo de Deus, assim repetindo hoje, os cristãos da Igreja Primitiva.
7.      Porque se aplica com assiduidade nas preces e cânticos de louvor a Deus e de suas maravilhas, fazendo-o de alma e de corpo, levantando os braços para Ele, o Criador de todo o nosso ser, não se preocupando com os olhares reprovadores do mundo que os julgam alienados, porque não compreendem de que vinho estão inebriados.


8.      Porque vive nas profundezas do Espírito, da oração contemplativa, sem se preocupar em demasia com o agito que dispersa, no social que não converte, nem proclama Jesus Cristo e seu Evangelho.

9.      Porque prefere tornar-se um místico e um asceta, do que um trabalhador da vinha que não consegue se deter par a escolha da melhor parte.

10.  Porque acredita salvar mais almas par o Céu, através do apostolado da oração, - alma de qualquer apostolado – do que trabalhar confiando mais em suas próprias idéias e próprias forças.




[1] Pe. Gilberto Maria DEFINA. Ordem da Fraternidade Senhor Javé Salvador: Constituições, Regras de Vida e Ordenações de Estudos. São Paulo, 1995, p. 3.

sábado, 6 de abril de 2013

“Piedade e Louvor de Deus”


“Piedade e Louvor de Deus”

            Se há algo fundamental sobre o carisma salvista é a piedade, muitas vezes incompreendida ou desprezada, por ser confundida com outras atitudes humanas que tem aparência de piedade e não o são.
            A piedade na Sagrada Escritura é sebomai ou eusebeia, que na raiz quer a ideia de recuar, isto é, um temor reverencial pelo qual reconhecemos a grandeza da divindade. Na língua grega as palavras referentes à razi seb- transmitem a ideia de devoção ou religiosidade. No Antigo Testemento a piedade (eusabeia e cognatos) é trabalhada pelo verbo yare, temer. Como nas passagens:
“O temor do Senhor é o princípio do saber, mas os loucos desprezam a sabedoria e o ensino”. (Prov. 1, 7);
“Repousará sobre ele o Espírito do Senhor, o Espírito de sabedoria e de entendimento, o Espírito de conselho e de fortaleza, o Espírito de conhecimento e de temor do Senhor”. (Is 11, 2);
Sobre o rei Josias e sua reforma religiosa, assim é dito: “Foi divinamente destinado a levar o povo à penitência, e robusteceu a piedade numa época de pecado”(Eclo 49, 3).
Sobre o Patriarca Jacó, o texto do Livro da Sabedoria diz textualmente que foi a sabedoria, que o preservou dos perigos, mas uma importante ligação é que a sabedoria em Deus não é conhecimento somente, mas conhecer a vontade de Deus para ter uma vida reta, por isso o texto afirma que a piedade é mais forte que tudo: “ela (a sabedoria) o protegeu contra seus inimigos e o defendeu dos que lhe armavam ciladas; e no duro combate, deu-lhe vitória, a fim de que ele soubesse quanto a piedade é mais forte que tudo”. (Sb 10, 12).
“Na LXX, o composto negativo de asebes é empregado como sinônimo de adikos “ímpio”, “injusto” e descreve tanto uma ação individual quanto a atitude dos homens ao desviarem-se de Deus”.[1]
No Novo Testamento:
Em 1 Tm 3, 16, no pequeno hino Cristológico, a manifestação de Cristo é caracterizada pela manifestação do mistério da piedade.
Ele, Jesus, nos dias da sua carne, tendo oferecido, com forte clamor e lágrimas, orações e súplicas a quem o podia livrar da morte e tendo sido ouvido por causa da sua piedade”.[2] É pela sua piedade, ou como na tradução litúrgica, pela sua entrega a Deus que Jesus foi ouvido, sua submissão filial que nos traz a salvação na carne. Em 2 Pd 1, 3; 1, 6; 1, 7; 3, 11;  a piedade é colocada como característica cristã.
Um texto que demonstra claramente o que é piedade é Jo 9, 31, no contexto do cego de nascença, no qual está em jogo diante da Sinagoga a divindade ou não de Jesus, essa passagem assim quer demonstrar de onde veio a cura pelo que era cego: “Sabemos que Deus não atende a pecadores; mas, pelo contrário, se alguém teme a Deus e pratica a sua vontade, a este atende”.[3] O verbo é theosebes, isto é, aquele que se submete a Deus mas na linguagem do NT, por piedade, por amor filial, a este Deus atende. O piedoso nunca é o servo que tem medo servil e escravista (cf. Mt 25, 24) e nem o mago que quer submeter a Deus e o poder divino ao seu próprio querer e prazer (cf. At 8, 9-13).  
            No ambiente latino, a piedade, caracterizava não só os sentimentos, mas também os comportamentos do inferior em relação a seu superior. Principalmente no ambiente religioso, o homem piedoso demonstrava que sabia relacionar-se convenientemente com a divindade. A pietas devia distinguir as relações que os membros da família mantinham com o pater famílias e por conseqüência com toda e qualquer autoridade. No ambiente cristão a piedade a orientação não é somente horizontal, mas principalmente vertical, sua orientação ascendente, uma atitude de Deus com relação ao homem, em vez de uma atitude do homem em relação a Deus. Em primeiro lugar, Deus é o piedoso, Ele tem uma dedicação paterna aos seus filhos. A partir dessa piedade de Deus, cujo tipo é o Cristo, o ser humano vai desenvolvendo sua piedade.[4]
            Para atingir não só um sentimento, mas uma verdadeira vida piedosa surgem os exercícios de piedade, que advém da passagem de São Paulo a Timóteo: “Mas rejeita as fábulas profanas e de velhas caducas Exercita-te, pessoalmente, na piedade. 8 Pois o exercício físico para pouco é proveitoso, mas a piedade para tudo é proveitosa, porque tem a promessa da vida que agora é e da que há de ser”. [5] A partir daí, a visão cristã é que essa piedade deve ser exercida (gumnaso), como um atleta num ginásio, disso também há toda uma relação com a ascese. Portanto, o exercício da piedade deve estar em ordem à salvação.
Exercícios de piedade são diversos, alguns exemplos:

1.      Relacionados à Liturgia, à Liturgia da Horas e os exercícios de Piedade Eucarística. Como bem traz o “Diretório sobre piedade popular e liturgia - Doc. 12. Princípios e orientações. Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos’.

2.      Relacionados à Sagrada Escritura. Lectio Divina e orações bíblicas;

3.      Santo Rosário;

4.      Via Sacra;

5.      Manual de Indulgência e tudo o que a Igreja Católica aponta como caminho dos exercícios de Piedade.

6.      Novenas;

7.      Exercícios Penitencias.

8.      Advindos da Renovação Carismática Católica: orar em línguas, intercessão, canções, Batismo no Espírito Santo, Tardes de Louvor, Cercos de Jericó etc.

9.      E muitos outros que a piedade popular vai criando.


Primeira consideração em diferenciar a piedade, como submissão amorosa através da busca de sua vontade salvífica e realizá-la na própria vida e na dos outros, dos exercícios de piedade que nos ajudam nessa submissão. Segundo, é impossível aqui traçar toda a história da piedade, porém o que tantas vezes tratamos com relação ao carisma do louvor de Deus há tendências errôneas que devem ser extirpadas da vida de piedade.

Piedade baseada numa hipocrisia rigorista
Piedade baseada numa hipocrisia laxista
Essa tendência é teocêntrica, despreza toda a dimensão humana da piedade e do seu exercício. Foi que aconteceu muitas vezes em correntes como o quietismo, o pietismo, o metodismo, etc. Valoriza-se a relação com Deus num desprezo pelo humano de tal forma que os exercícios de piedade se desvinculam do ser humano e da sua salvação, criando os famosos estereótipos que se veem nas artes, a pessoa “piedosa” e que é racista, discriminatória, falsa etc. Valoriza-se o aspecto exterior da piedade, como Jesus alertou em Mt 6, 5ss, a pessoa quer ser reconhecida pelos outros, por isso supervaloriza os trajes, as posturas, os livros, a aparência de piedade, os sentimentos, orações adocicadas e sentimentais, mas que vai infundindo cada vez mais uma imagem de Deus da qual se deve ter pavor e terror e não aproximação.
Essa tendência é antropocêntrica, quer um relacionamento com Deus, mas sua dimensão é extremamente horizontal. A valorização individualista dos exercícios de piedade, desprezando todo o patrimônio da Igreja Católica em matéria de piedade. Tal tendência quer valorizar a piedade individual, semelhante ao rigorista, só que esta não se prende aos exercícios de piedade, mas ao sentimento que uma piedade individualista quer proporcionar ou na idolatria da necessidade humana. Dessa tendência muitas vezes se apresenta num neo-pelagianismo, pelo qual a piedade é somente um estado de espírito pelo qual se quer atingir a Deus. Muitas vezes se afirma: “não preciso rezar, mas rezo pelas minhas obras”. Portanto, a base do relacionamento com Deus não é o Espírito Santo, mas a própria individualidade e o que se faz, num princípio bem ativista.

            A verdadeira piedade cristã é cristocêntrica, como no dizer de Santa Teresa de Jesus, uma piedade orante um “tratar de amizade – estando muitas vezes tratando a sós – com quem sabemos que nos ama” (V 8, 5), oração que não é pensar muito, mas amar muito (M IV, 1, 7), pois não somos anjos (V 22, 10) e a Sacratíssima humanidade de Jesus é o caminho da verdadeira oração, como afirma Teresa: “vi com clareza, e contunei a ver, que Deus deseja, para O agradarmos e para que nos recebamos por meio dessa Humanidade sacratíssima (de Jesus), em que sua Majestade se deleita”       (V 22, 5). Pois “afastar-se de tudo o que é corpóreo e viver sempre abrasado de amor são coisas próprias de espíritos angélicos, e não dos que vivemos num corpo mortal (...) Que grave engano afastar-se propositalmente de todo o nosso bem e remédio, que á sacratíssima Humanidade de Nosso Senhor Jesus Cristo.” (M VI, 7, 6) Por Cristo, no Espírito entramos em comunhão com o Pai. A Piedade deve ser cristocêntrica e trinitária.
Nosso Fundador, Pe Gilberto Maria Defina, sjs, tinha suas virtudes e defeitos, pois Deus o fez um ser humano. Porém, o que não se pode dizer do Pe Gilberto é que ele não era piedoso. Para falar a verdade, a primeira virtude que vem em minha mente com relação ao nosso Pai Fundador é que ele era um homem piedoso. E somos convidados a ver nele o Cristo, pois vejo que ele conseguiu um equilíbrio perfeito com relação à piedade. Pe Gilberto amava os exercícios de piedade, tanto que assim os quis condensar no Manual de Oração, mas não só, o espírito de piedade no próprio exercício da Liturgia e o respectivo esplendor litúrgico, e tudo o que ele quis infundir pelo Quarto Voto, de Fidelidade ao Santo Padre, pelo qual se quer uma submissão à vontade de Deus através das autoridades da Igreja. Todo o sofrimento para fundar a Fraternidade foi um desafio à sua piedade, e teve uma morte piedosa como se dizia. Ele conseguiu ter nos exercícios de piedade a busca da vontade de Deus, e creio que nós salvistas para ter uma vida que louva a Deus, devemos ter nos exercícios de piedade uma fonte para buscar essa vontade e unidos a ela praticar obras que louvam a Deus. A própria experiência do fundador no Batismo do Espírito Santo, ele mesmo muitas vezes o caracterizou pela vivência de uma piedade mais profunda, que unisse a experiência da Renovação Carismática Católica com todo o patrimônio dos exercícios de piedade da Igreja Católica, numa vida intercessória, salvista o antigo vivido de maneira nova. E, contemplando esses anos de salvista, pessoamente vejo que aqueles que permanecem são aqueles que tem esse viés de piedade do Fundador, esses salvistas conseguem verdadeiramente vislumbrar o carisma salvista e vivê-lo. Por isso, Pe Gilberto é o modelo a ser seguido, como salvista, piedoso e carismático.



[1] L. COENEN; C. BROWN. Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 1967, p. 1663.
[2]Sociedade Bíblica do Brasil. (2003; 2005). Almeida Revista e Atualizada - Com Números de Strong (Hb 5:7). Sociedade Bíblica do Brasil.
[3]Sociedade Bíblica do Brasil. (2003; 2005). Almeida Revista e Atualizada - Com Números de Strong (Jo 9:31). Sociedade Bíblica do Brasil.
[4] DICIONÁRIO DE ESPIRITUALIDADE. São Paulo: Paulus, 2005, p. 372ss.
[5]Sociedade Bíblica do Brasil. (2003; 2005). Almeida Revista e Atualizada - Com Números de Strong (1Tm 4:9). Sociedade Bíblica do Brasil.

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