quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

EXAME DE CONSCIÊNCIA SALVISTA


EXAME DE CONSCIÊNCIA SALVISTA


LAUS DEI CARITAS EST

Além do que já há nos exames de consciência tradicionais, como por exemplo:
Poderíamos acrescentar outros específicos para um pensamento salvista:

Exame inicial
TENHO SIDO UM HIPÓCRITA LAXISTA?
TENHO SIDO UM HIPÓCRITA RIGORISTA?
Aproximo-me do sacramento da confissão não acreditando na absolvição, ou para satisfazer uma norma?
Aproximo-me do sacramento da confissão por convicção ou apenas para cumprir a lei?


1º Mandamento – Amar a Deus sobre todas as coisas
TENHO SIDO UM HIPÓCRITA LAXISTA?
TENHO SIDO UM HIPÓCRITA RIGORISTA?
- tenho procurado colocar Deus como o centro de minha vida? Ou somente me utilizo da posição em que estou para “ir vivendo”?
- Tenho me utilizado de coisas, orações, pessoas, artes, filmes, ou qualquer outra coisa no lugar de Deus, colocando neles a minha fonte de vida?
- Tenho procurado conhecer o carisma do “Louvor de Deus”, ou vivo na Obra somente por conveniência?
- Tenho valorizado a minha vocação salvista e a vocação dos meus irmãos? Ou tenho relativizado a vocação salvista, não vendo nela nada de divino e mesclando com outras vocações sem discernimento?
- Tenho buscado ver a ação de Deus na natureza e na vida? Ou tenho idolatrado a natureza, absolutizando o que passa?

- A vaidade é o centro de minha vida? Tomando para mim o louvor que é de Deus? Minha ação pastoral aponta para mim ou para Deus?
- Amo a Igreja ou sou apenas um mercenário?
- No Louvor de Deus, valorizo verdadeiramente o conhecimento e a Teologia católica que ajuda-me a crescer e aos outros ou idolatro o conhecimento por si mesmo?
Coloco amizades no lugar de Deus?


- Relativizo a existência de anjos e demônios, discordando da Doutrina da Igreja Católica?




- Tenho murmurado contra a vontade de Deus em minha vida, seja interior ou exteriormente, inclusive aquelas que vem através dos meus superiores?
Tenho a Deus como um amigo? Ou como um carrasco que a qualquer momento quer o meu mal?

- Tenho colocado a comunidade, a Igreja, os santos, devoções, no lugar de Deus? Aterrorizando outros com minha visão de Deus?
- Tenho absolutizado o carisma sem conhecê-lo?

- Tenho idolatrado a vocação salvista, desprezando outras realidades eclesiais? Tenho sido arrogante nesse processo, desprezando as pessoas por causa do orgulho?
- Procurei ver a ação de Deus na natureza, nas artes, na vida humana? Ou tenho desprezado as realidade temporais como portadoras da vida de Deus?
- A vaidade é o centro de minha vida? Absolutizando estruturas ou orações, buscando a ostentação espiritual?

Amo a Igreja ou sou apensa um clericalista ou eclesiolátra?
- No Louvor de Deus, valorizo o conhecimento e a Teologia católica ou desprezo o conhecimento que me faz crescer na vida em Deus e no relacionamento com o próximo?
Desprezo as verdadeiras amizades como lugar para conhecer a Deus?
- Absolutizo o poder de anjos e demônios, colocando-os no mesmo lugar que Deus, numa posição maniqueísta?
- Tenho murmurado contra a vontade de Deus? Tenho aceitado trabalhos ou situações que me tem prejudicado não expondo ao meu superior minhas dificuldades?


2º mandamento – Tomar o santo nome de Deus em vão
TENHO SIDO UM HIPÓCRITA LAXISTA?
TENHO SIDO UM HIPÓCRITA RIGORISTA?
O nome de Deus é sagrado para mim? Ou tenho usado de forma desrespeitosa? Bem como o nome dos santos e dos anjos?
Tenho respeitado o nome do próximo, inclusive o nome religioso?
Tenho utilizado o nome de Deus de modo mágico, bem como o nome dos santos e dos anjos?


3º mandamento – Santificar os Domingos e festas de Guarda.
TENHO SIDO UM HIPÓCRITA LAXISTA?
TENHO SIDO UM HIPÓCRITA RIGORISTA?
Tenho sido fiel à Liturgia das Horas, devoções e interseção? Minha oração é um diálogo com Deus ou somente cumprimento de obrigação? Tenho procurado colocar minhas decisões perante Deus para que minha vida seja um Louvor de Deus? Celebro a Liturgia com todo o esplendor litúrgico ou tenho desrespeitado as rubricas e o “sentire cum Ecclesia” para me protagonizar, aparecendo mais que o Cristo?
Desprezo a oração em línguas cf. I Cor 14, caçôo de quem reza?
Misturo outras crenças sem discernimento? Falo “todas as religiões são iguais”?
A minha fidelidade na oração é por amor a Deus ou somente um cumprimento externo? Sou supersticioso? Tenho permitido uma oração que transforme minhas decisões, levando-me a uma sensibilidade verdadeiramente humana? Celebro a Liturgia com todo o esplendor litúrgico? Ou tomo o esplendor litúrgico como um rubricismo vazio?
Absolutizo a oração em línguas como algo mágico cf. I Cor 14, desprezo quem não reza em línguas?
Desprezo o verdadeiro ecumenismo?


4º mandamento – Honrar Pai e Mãe.
TENHO SIDO UM HIPÓCRITA LAXISTA?
TENHO SIDO UM HIPÓCRITA RIGORISTA?
- Tenho procurado aprender a obedecer? Ou minha obediência é aparente somente para me livrar do superior (pais, superiores religiosos, bispos, o papa, autoridades civis e militares)? Tenho sido um cristão que quer ouvir a voz de Deus nos superiores ou um adolescente rebelde que contesta tudo e todos? O habito ou as insígnias religiosas são desprezadas por mim ou relativizadas?
Como superior sou indolente, permito tudo, libertino, só penso em aparecer e no cargo em si?
Desprezo o fundador dos salvistas, Pe Gilberto Maria Defina, sjs, apegando-me àquilo que é humano, não vendo a Obra que Deus fez?
Tenho procurado aprender a obedecer? Ou minha obediência é automática, infantil, sem procurar ouvir e discernir a voz de Deus nos superiores(pais, superiores religiosos, bispos, o papa, autoridades civis e militares)?

Idolatro o hábito ou as insígnias religiosas, buscando a ostentação e o orgulho?


Como superior sou policialesco, desvalorizo a liberdade humana criando pequenos ditadores, amo o poder?
Idolatro o fundador dos salvistas, Pe Gilberto Maria Defnia, sjs, não estudando o carisma, e apegando-me ao humano, não vendo a Obra que Deus fez?


5º mandamento – Não Matarás
TENHO SIDO UM HIPÓCRITA LAXISTA?
TENHO SIDO UM HIPÓCRITA RIGORISTA?
- Valorizo verdadeiramente a vida humana e de toda a criação? Há idolatria no meu coração com relação à vida terrena? Idolatro o corpo humano? Idolatro o pobre, os pecadores, homens de cor diferente da minha, minorias etc? Faço acepção de pessoas? Alimento ódio no meu coração e semeio a cizânia para prejudicar os outros?
Há desprezo no meu coração com relação à vida terrena? Desprezo o pobre, os pecadores, homens de cor diferente da minha, minorias etc? Faço acepção de pessoas? Alimento ódio no meu coração e desprezo as pessoas?


6º e 9º mandamento – Não pecar contra a castidade e não cobiçar a mulher do próximo
TENHO SIDO UM HIPÓCRITA LAXISTA?
TENHO SIDO UM HIPÓCRITA RIGORISTA?
- Procuro conhecer a humanidade sacratíssima de Nosso Senhor Jesus Cristo?
- a castidade para mim é algo essencial ou conformo-me com o pensamento do mundo?
- procuro ver na castidade e na sexualidade humana o louvor de Deus? Ou pecar é normal?
- Incentivo o pecado contra a castidade achando-o normal? Ou sou indiferente?
- busco conhecer a sexualidade humana, para ajudar os outros? Ou sou indiferente?

- Idolatro o corpo humano, a beleza, não a referindo a Deus?
- Meu falar, pensar e agir é um louvor de Deus na castidade?
- Procuro conhecer a humanidade sacratíssima de Nosso Senhor Jesus Cristo?
- a castidade é um fardo para mim? Desprezo a sexualidade humana vendo nela algo de pecaminoso?
- Procuro ver na castidade o Louvor de Deus? Ou tudo é pecado, inclusive o afeto de Nosso Senhor Jesus Cristo?
- Absolutizo o pecado contra a castidade, colocando-o exclusivamente no centro de minha vida?
Busco conhecer a sexualidade humana, ou não a vejo como criada por Deus?
- Desprezo o corpo humano, bem como a beleza do corpo humano?
- Meu falar, pensar e agir é um louvor de Deus na castidade?


7º mandamento – Não furtar e não cobiçar os bens do próximo
TENHO SIDO UM HIPÓCRITA LAXISTA?
TENHO SIDO UM HIPÓCRITA RIGORISTA?
- O voto de pobreza é algo somente formal? Tenho buscado viver a pobreza ou utilizo-me de cargos e vantagens para ter o que o povo ao qual sirvo não tem?
- Tenho buscado o poder como fonte de vida, tenho colocado os dons que Deus me dá a serviço do próximo? Ou busco o poder somente pelo poder? Procuro aparecer na função que exerço?
- Não me importo se escandalizo os outros, fazendo os pequeninos se perderem?
O voto de pobreza é vivido humanamente? Ou vivo uma pobreza burra de tal modo que prejudico a mim e a outros com a vivência da pobreza?
- Tenho sido tirano no exercício do poder ou tenho me colocado verdadeiramente  a serviço? Desprezo os dons do próximo, para evidenciar os meus dons? Procuro aparecer na função que exerço?
- Sou hipócrita, e sou uma pessoa na frente dos outros e outra nas costas, escandalizando os outros com isso?


8º mandamento – Não levantar falso testemunho
TENHO SIDO UM HIPÓCRITA LAXISTA?
TENHO SIDO UM HIPÓCRITA RIGORISTA?
- Tenho consciência que somente na verdade se Louva a Deus?
- sou mentiroso contumaz? Mentir é algo normal em minha vida? Busco ser elogiado e elogio para conseguir o que quero, principalmente de superiores?
- Minhas conversas são um Louvor de Deus, ou são vãs?
- Sou transparente? Imponho meus sentimentos aos outros? 
- Tenho consciência que somente na verdade se Louva a Deus?
A mentira é base do meu modo de agir? Procuro defender a mentira? Busco aparecer e adulo superiores ou súditos?
- Alimento fofocas, detrações, maledicências etc?
- Sou transparente, ou finjo sentimentos para agradar os outros?


quinta-feira, 27 de outubro de 2011

O trabalho como Louvor de Deus


O trabalho como Louvor de Deus

“Mas ele lhes disse: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também“. (Jo 5,17)


Em toda a discussão sobre o descanso, sobre a ação benéfica de Jesus no Sábado, Jesus proclama exatamente isso, que seu Pai que realizou a criação e continua agindo no mundo, Jesus também trabalha, age para o bem do mundo.
O nosso trabalho também tem que ser um louvor ao Senhor, como o foi a ação de Jesus no mundo. A pergunta é, quando o trabalho é um verdadeiro louvor?
Vivemos num mundo do stress, no qual as pessoas vivem num ritmo desumano de trabalho e/ou de diversão, os “workaholics”, pessoas viciadas em trabalho que busca em horas de trabalho, não a própria sobrevivência, mas a fuga da própria vida. Por outro lado surge a figura do preguiçoso, o ocioso, aquele que não quer trabalhar ou fica escolhendo trabalho numa tentativa de sempre buscar não o bem que é necessário ser feito, mas a própria satisfação.
O verdadeiro trabalho, a exemplo do que disse Jesus, ou São José, como modelo do operário, é aquele cujo trabalho faz o bem para si e para as outras pessoas e é um louvor de Deus, algo que se lê na história que é Deus quem propiciou os dons para aquela pessoa realizar o seu trabalho.
Nessa perspectiva, a parábola dos talentos (Mt 25, 14-30) é paradigmática, o homem que confia talentos aos seus empregados, cinco, dois e um talento, os dois primeiros imediatamente, a prontidão de quem quer trabalhar aplicam e fazem render o que lhes foi confiado. Atentemos que os talentos são confiados, não é obra nossa, obra nossa é fazer com que os dons rendam, e a característica é sair e fazer com que rendam imediatamente, sem demora, sem letargia de pessoas que não querem trabalhar. Uma vez feito o trabalho, temos que declarar que somos servos inúteis (cf. Lc 17, 10) e que tudo é graça de Deus. Deus não olha a quantidade de talentos, se é dois ou cinco, mas que o façamos render.
Agora, o servo preguiçoso, que demorando em si não quis colocar em ação o único talento que recebeu, mas o apontou para a terra, porque tinha uma imagem servil de Deus, uma imagem não de um Pai, mas de um feitor de escravos, de um Faraó. Esse obediente servil é chamado de mau e preguiço, lento ao tomar decisões, diferente da prontidão dos outros dois servos, a esse será tirado o que tem.
Portanto, o que caracteriza o trabalho como louvor de Deus é:
1. Os dons que recebemos devem ser colocados em prática, de acordo com o dom recebido, por isso é fundamental conhecer nossos dons e aptidões;
2. O trabalho é cooperação com a criação de Deus, e a Ele um dia será entregue, nessa perspectiva o trabalho será louvor, louvor também porque o ser humano se torna co-criador;
3. Nenhuma outra intenção será aceita, nem o trabalho feito para aparecer, para obter somente renda, ou para fugir da própria vida;
4. Jesus é trabalhador e nós devemos sê-lo, não se escolhe dons, mas se conhece o que o Senhor nos confiou e deve-se aplicá-los, preguiçosos não são aceitos no Reino de Deus, pessoas que querem que os outros o sirvam, o mundo tem que dobra-se a pessoas assim, gabam-se dos dons mas não trabalham.
5. Tudo deve ser feito sem murmuração contra o Senhor e com a consciência que somos servos inúteis, que é a graça de Deus que nos faz trabalhar e os dons vieram de Deus.

Enfim, que ao terminarmos nosso trabalho, possam aqueles que ficam e toda a comunhão dos Santos, a uma só voz dizer “descanse em paz de seus trabalhos”.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Nossa Senhora de Pentecostes, rogai por nós que recorremos a vós!


Nossa Senhora de Pentecostes, rogai por nós que recorremos a vós!

“Os discípulos unidos perseveravam em oração com Maria, a Mãe de Jesus” (At 1, 14)

Nossa Senhora de Pentecostes é a Padroeira da Fraternidade Jesus Salvador. Nosso Pai Fundador quando encomendou o ícone que a representaria quis que sua representação fosse no Cenáculo, mas diferentemente de Nossa Senhora do Cenáculo que está sentada no meio dos apóstolos, em nossa representação ela está em pé, como assunta. Maria preside o Pentecostes, como figura maior da Igreja, ela está no meio dos apóstolos e evangelistas como aquela que serve, e seu serviço é estar junto como os temerosos que ainda não compreendem a ressurreição do Senhor Jesus. Como assunta, ela já vive como cidadã do céu.
Ela é nosso modelo porque reza clamando o Espírito para viver sua vida como um Louvor de Deus, e viver a vida como um Louvor de Deus é viver como cidadão do céu, como aqueles que vivem nesse mundo sem ser do mundo (1 Cor 7, 31). Porém não é uma alienação, mas acolher em si a oração de Jesus: “Não peço que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno” (Jo 17, 15).
Os discípulos enquanto aguardam o ressuscitado estão de portas fechadas por medo dos judeus (cf. Jo 20, 19). Esse medo nos acompanha como seres humanos que estão para morrer, e somente o Espírito Santo nos dá a coragem para anunciar sem o medo da morte, Nossa Senhora de Pentecostes, assunta que é, deve ser um consolo em nossa vida de discípulos temerosos. Mas é necessário assumir que estamos com medo, uma coragem falas, uma coragem da boca para fora não é a Parresia verdadeira que provém do Espírito, por isso é dever assumir o próprio medo para deixar o Espírito agir, e que Nossa Senhora de Pentecostes interceda por nós para que assumamos que necessitamos estar no cenáculo com Ela, e que joguemos fora toda auto-suficiência falsa.
A oração litúrgica para Nossa Senhora de Pentecostes resume bem sua relação ao carisma Louvor de Deus, a perseverança em oração com ela, e sob sua intercessão, deve nos fazer fiéis no serviço a Deus, nos faz verdadeiros servos de Jesus Salvador, pois podemos irradiar a glória do Nome de Deus, sua presença salvadora, em palavras, e aí o carisma, em exemplos, que nossa vida proclame a santidade do nome de  Deus.


São José, nosso Pai e Protetor


São José, nosso Pai e Protetor

“Eis o servo fiel e prudente a quem o Senhor confiou a sua casa” (Lc 12, 42), Antífona da Missa da Solenidade de São José, 19 de março.

Tradicionalmente São José é invocado como “pater et custos” de Jesus, o homem prudente que quando soube que Maria estava grávida, para evitar que ela fosse apedrejada segundo a lei, enquanto decidia recebeu aviso de Deus para assumi-la (cf. Mt 1, 20). Também a fidelidade a Deus, colocar a vida sobre Deus nesse mesmo caso o torna um verdadeiro fiel. É a partir de ser um verdadeiro servo de Deus fiel e prudente que São José pode ser pai e protetor de Jesus, São José se torna um verdadeiro servo de Jesus Salvador. Mesmo no silêncio, ele toma decisões segundo Deus para agir com prudência e fidelidade. São de decisões a exemplo de São José que poderemos ter ações imersas na graça e assim se tornarem ações que louvam a Deus. O nosso serviço de Louvor de Deus, deve ser um serviço fecundo, um serviço que brote de decisões que vem da graça de Deus, fora isso nossas ações seriam ativismos vazios. São José poderia ter cumprido a lei, como um hipócrita, mas não o fez, preferiu pensar e tomar uma decisão justa com relação a Maria. Isso sim é um verdadeiro servo de Jesus Salvador, um servo que sabe decidir e que tem fecundidade espiritual para poder cuidar verdadeiramente de um filho concebido pelo Espírito Santo. Por outro lado, não é servo mau e preguiçoso, poderia ter sido um omisso perante o fato de Maria estar grávida, ele é servo de Deus, mas não é um subserviente como o servo da parábola dos talentos (cf. Mt 25, 26), que se deixa mover pelo medo, mas pelo amor serviçal que produz vida, São José ama o seu Senhor, que é seu filho, e é nesse amor ele o serve. Esse deve ser o modelo de todo servo de Jesus Salvador.
Como Fraternidade deve sempre ressoar em nossos ouvidos a frase de Santa Teresa de Jesus:

“...tomei por advogado e senhor o glorioso São José (...) Não me lembro até hoje de ter-lhe suplicado algo que ele não tenha feito (...) Quem não encontrar mestre que ensine a rezar tome por mestre esse glorioso Santo, e não errará no caminho” Livro da Vida 6.

São Miguel Arcanjo: Príncipe Defensor da Fraternidade Jesus Salvador


São Miguel Arcanjo: Príncipe Defensor da Fraternidade Jesus Salvador

São Miguel é um dos três arcanjos nomeados na Sagrada Escritura, juntamente com são Gabriel e são Rafael, considerado como aquele que após passar pela provação, lidera os anjos bons na batalha contra Satanás e seus anjos, e os expulsa da presença do Altíssimo (cf. Ap 12, 7-9). Etimologicamente Miguel quer dizer “Quem como Deus?”, diferentemente do grito arrogante da Besta do Apocalipse que grita: “Quem é comparável à Besta?” (Ap 13, 5), São Miguel toma a defesa dos direitos de Deus. Lembrando sempre que somente Deus é Deus, como não há dualismo na Sagrada Escritura, não há oposto de Deus, por isso cabe aquele que proclama só Deus é Deus combater contra Satanás. Ele é invocado como Defensor porque ele é o Defensor do Povo de Deus (cf. Dn 12, 1).
Nosso Pai Fundador, Pe Gilberto, escolheu São Miguel como Defensor da Fraternidade. Qual a relação de são Miguel com o carisma do Louvor de Deus? Lembrando que Louvor de Deus é vida unida a Deus pela graça e que louva a Deus, como já foi postado. Somente uma pessoa que assume-se o que é, criatura de Deus e que proclama que só Deus é Deus, que é a essência do Louvor, pode viver o Louvor de Deus.
Vivemos numa sociedade que valoriza a aparência e o ser humano numa vaidade sem fim vive em função da opinião dos outros. Nada melhor que o grito do Arcanjo, “Quem como Deus?”,  para lembrar ao ser humano hoje que somente na medida que assumimos nossa humanidade, como ele assumiu o ser criatural, começa-se a percorrer o caminho do Louvor de Deus. Passamos por horrores como o Nazismo na Alemanha, um mal como esse só brota de corações que queriam o poder pelo poder, e que despersolizavam as pessoas, reduzindo-as a objetos. A morte era a lei. Por isso nunca o grito do Arcanjo deve desaparecer de nosso meio.
Também a luta contra Satanás deve percorrer esse itinerário. Ele como é chamado pelo povo de o “macaco de Deus”, como o grito da Besta do Apocalipse, quer ser como Deus, quer ter um poder somente pelo poder. Quer tentar o ser humano no mesmo sentido, como a serpente fez com Eva, torna Deus um mentiroso e diz que eles não morrerão e serão como deuses (cf. Gn 3, 4-5).
A luta contra Satanás e seus anjos, não vai ser através de ordens autoritárias ou shows televisivos, a luta passa em primeiro lugar no interior de cada um, quanto mais a humildade do Arcanjo triunfar em nós, uma só palavra bastará, um suspiro por amor a Deus, como diz Santa Teresa, bastará para vencer o inferno inteiro. Exemplo nesse mesmo sentido é a humildade de Maria Santíssima, não é a toa que ela é tão temida pelo demônio.
Por isso, rezemos para que São Miguel nos defenda de todo mal e sigamos seu itinerário de fidelidade a Deus.
A novena de São Miguel Arcanjo começa dia 20 de setembro.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

História das Constituições do IMSJS


Cronologia básica da formação das Constituições.

1993-1994 - Pe Gilberto começa a escrever a Constituição da Fraternidade Javé Salvador, com o intuito de formar uma organização geral que abarcasse tanto os leigos quanto os clérigos sob um governo único e sob um carisma único.

1995 - A constituição primeira é reorganizada, permanecendo o mesmo texto, porém articulado em artigos.

1997 - Com a formação do Instituto Missionário Servos de Javé Salvador, e o discernimento de que seria vivida a vida religiosa, buscou-se formar uma Constituição específica para o IMSJS. Pe. Gilberto confiou na época a um Irmão, reconhecida como a Constituição de 1998.

1999 - Dom Fernando, bispo Diocesano de Santo Amaro, que acompanha a fundação do IMSJS, solicitou a adequação das Constituições ao Direito Canônico.

2000 - Depois de muitas interrogações e adequações, seminaristas foram encarregados de adequar parte por parte da Constituição de acordo com o Direito Canônico.

2001 - Por fim foi apresentado um trabalho final ao Pe. Gilberto que se tornou o Ante-projeto de Constituição.

2002 - Esse Ante-Projeto  foi adequado pelo I Capítulo Geral em fevereiro de 2002, sob a presidência do nosso Pai Fundador Pe Gilberto Maria Defina, sjs, e se tornou um Projeto de Constituição.

2008 - Após ser apresentado a um Canonista, Pe Domingos Andrés, foi adequado e aprovado pelo II Capítulo Geral. As Constituições do Instituto Missionário Servos de Jesus Salvador. Também se adéqua o nome para Jesus Salvador, de acordo com o pedido da Santa Sé.

2011 - Agora o Projeto das Constituições do IMSJS está no processo para a aprovação do Instituto Religioso.

10.11.2024 - Missa Solene de Aprovação do Instituto Missionário Servos de Jesus Salvador e Instituto Missionário Servas de Jesus Salvador. 


quarta-feira, 4 de maio de 2011

Oração pela Paróquia - Pe Gilberto Maria Defina, sjs


Oração pela Paróquia
Pai nosso...
Abençoai, Senhor, esta paróquia de Santa Cruz de Parelheiros, que é a nossa família, a comunidade a que pertencemos, na qual todos reunidos em redor de nosso Pároco, como membros do Corpo Místico de Cristo, fazemos subir nossa oração até o céu.
Chamai, Senhor, para o vosso redil, as almas transviadas, socorrei os pobres, dai alívio aos enfermos, libertai os nossos entes queridos que se purificam no purgatório.
Fazei que vivamos todos a grande verdade de que todos somos irmãos, pertencendo a uma só família da qual sois o Chefe, a Cabeça.
Que à sombra da nossa querida Paróquia, amando-nos e perdoando-nos mutuamente, permaneçamos sempre unidos até o dia em que o Anjo da Paz transplante nossa alma para a Eterna Bem-aventurança do Céu. Amém.
(Pe. Gilberto Maria Defina, sjs)

A LIBERDADE E LOUVOR DE DEUS COMO FIM ÚLTIMO DO HOMEM

    INSTITUTO SUPERIOR DE FILOSOFIA E TEOLOGIA SÃO BOAVENTURA     DANIEL RIBEIRO DE ARAÚJO                   ...